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Amostra grátis da apostila Banestes 2026: Técnico Bancário

Atualizado em 07/11/2026 · por Mateus Vazzoller, ESCUDO Concursos

Esta é uma amostra do curso em PDF Banestes 2026: Técnico Bancário: a apresentação da apostila, como a prova funciona e 10 questões com gabarito comentado, do jeito que estão no material.

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Como é a prova e como usar esta apostila

Esta apostila prepara você para o cargo de Técnico Bancário (TB) do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes), aberto pelo Edital nº 01/2026, publicado no Diário Oficial do Estado em 16 de outubro de 2026 e retificado pelo Edital nº 03/2026, de 23 de outubro. A banca é a Fundação Carlos Chagas (FCC). Este capítulo explica as regras: como é a prova, quanto vale cada disciplina, como a nota é calculada e por onde começar o estudo.

Mapa do capítulo

Técnico Bancário do Banestes 2026

  • O cargo
    • 866 postos de cadastro de reserva em 34 polos
    • R$ 4.552,43 por 30 horas semanais
    • ensino médio completo
  • A prova
    • 24/01/2027, domingo, de manhã, 4 horas
    • 70 questões de A a E
  • A nota
    • média ponderada: Gerais peso 1, Específicos peso 2
    • aprovação com 6,00
    • sem mínimo por disciplina
  • Desempate
    • 60 anos ou mais vem primeiro
    • depois os acertos em Específicos
  • Como estudar
    • Específicos valem 2 terços da nota
    • Conhecimentos Bancários pesa mais que qualquer outra disciplina

O cargo e as vagas

O concurso forma cadastro de reserva: não há vaga imediata prometida, e a convocação acontece conforme a necessidade do banco durante a validade. São 866 postos para Técnico Bancário, espalhados por 34 polos. A divisão pelas listas do edital retificado é esta:

Lista Postos
Ampla concorrência 485
Pessoas com deficiência 88
Pessoas negras 172
Pessoas indígenas 44
Candidatos hipossuficientes 77
Total 866

A reserva para candidatos hipossuficientes (10% dos postos, em polo com dez ou mais postos) é novidade da Retificação nº 03/2026, com base na Lei Estadual nº 12.939/2026. Quem já estava inscrito pôde trocar a opção na área do candidato, sem pagar nova taxa.

O polo de Vitória concentra 400 postos, 46% do total: 220 de ampla concorrência, 40 para pessoas com deficiência, 80 para pessoas negras, 20 para indígenas e 40 para hipossuficientes. Somada à Grande Vitória (Cariacica e Viana, Vila Velha e Serra), a região reúne 491 postos, 57% do cadastro. Os demais polos vão de 6 a 41 postos, e dois ficam em São Paulo (capital) e em São José do Rio Preto.

O requisito é o ensino médio completo. O regime é o da CLT, com 90 dias de contrato de experiência. A remuneração inicial é de R$ 4.552,43 por 30 horas semanais: salário-base de R$ 3.641,95 mais uma gratificação de 25% da convenção coletiva, que o edital avisa que pode ou não constar das convenções futuras. A taxa de inscrição é de R$ 67,00.

No dia a dia, o Técnico Bancário atende clientes, abre e encerra contas, trabalha em caixa e retaguarda, vende produtos e serviços do banco, cuida de cobrança, de câmbio e dos canais digitais. Os capítulos usam essa rotina como cenário.

O calendário

As inscrições são feitas pela internet, no site da FCC, das 10h de 19/10/2026 às 23h59 de 23/11/2026, com pagamento do boleto até 24/11/2026. A Retificação prorrogou o prazo, que antes terminava em 17/11.

  • 16/10/2026: Publicação do Edital nº 01/2026 (data de corte da legislação)
  • 19/10/2026: Início das inscrições
  • 23/10/2026: Edital nº 03/2026, de retificação
  • 23/11/2026: Fim das inscrições, às 23h59
  • 24/11/2026: Último dia de pagamento do boleto
  • 17/12/2026: Convocação para a prova, com os locais
  • 24/01/2027: Prova objetiva, de manhã
  • 25/01/2027: Gabarito e caderno de questões no site da FCC

⚠️ Pegadinha: o cronograma do Anexo V do edital não foi atualizado pela retificação e ainda mostra inscrições até 17/11. Valem as datas retificadas: 23/11 e 24/11.

A prova objetiva

A prova é no domingo, 24 de janeiro de 2027, pela manhã, e dura 4 horas. Os locais são Vitória, São Mateus e Cachoeiro de Itapemirim. A saída só é liberada depois de 3 horas de prova.

São 70 questões de múltipla escolha com cinco alternativas (A a E), uma só correta. Não há redação, prova discursiva nem prova de títulos. O quadro completo:

Prova Disciplina Questões Peso
Conhecimentos Gerais Língua Portuguesa 10 1
Matemática e Raciocínio Lógico e Quantitativo 10 1
Atualidades do Mercado Financeiro 5 1
Ética, Compliance e ESG 5 1
Conhecimentos Específicos Conhecimentos Bancários 15 2
Matemática Financeira 5 2
Noções de Probabilidade e Estatística 5 2
Noções de Informática e Comportamentos Digitais 5 2
Vendas, Negociação e Atendimento 10 2
Total 70

São 30 questões de Conhecimentos Gerais e 40 de Conhecimentos Específicos. Quatro horas para 70 questões dão cerca de 3 minutos e 25 segundos por questão, já contando o tempo de marcar a folha de respostas.

Como a nota é calculada

Cada prova vale de 0 a 10 e a nota final é a média ponderada:

nota final = (NG + 2 × NE) ÷ 3

em que NG é a nota de Gerais e NE, a de Específicos. Na prática, os Gerais ficam com 3,33 pontos da nota final (cada questão vale cerca de 0,11) e os Específicos com 6,67 pontos (cada questão vale cerca de 0,17). Uma questão de Específicos vale uma vez e meia uma de Gerais.

A aprovação exige nota final igual ou superior a 6,00. Não há nota mínima por prova nem por disciplina: só a média ponderada conta.

Quanto cada disciplina pesa na nota final

  • Maior peso: Conhecimentos Bancários, 15 questões, 2,50 pontos; Vendas, Negociação e Atendimento, 10 questões, 1,67 ponto
  • Peso médio: Matemática Financeira, Estatística e Informática, 5 questões cada, 0,83 ponto cada
  • Gerais de 10 questões: Língua Portuguesa e Matemática/RLQ, 1,11 ponto cada
  • Gerais de 5 questões: Atualidades e Ética, 0,56 ponto cada

Caso prático. Ana acertou 15 das 30 questões de Gerais (NG = 5,00) e 26 das 40 de Específicos (NE = 6,50). Nota final: (5,00 + 2 × 6,50) ÷ 3 = 6,00. Aprovada, com 41 acertos. Bruno acertou 24 de Gerais (NG = 8,00) e 19 de Específicos (NE = 4,75). Nota final: (8,00 + 2 × 4,75) ÷ 3 = 5,83. Reprovado, mesmo com 43 acertos. A lição: o mesmo número de acertos rende mais quando vem dos Específicos.

O desempate

Se duas pessoas chegam à mesma nota final, o edital dá preferência, nesta ordem:

  1. Tem 60 anos ou mais? -> Leva a vaga (Estatuto da Pessoa Idosa)
  2. Mais acertos em Conhecimentos Específicos? -> Leva a vaga
  3. Mais acertos em Língua Portuguesa? -> Leva a vaga
  4. Tem maior idade (dia, mês e ano)? -> Leva a vaga
  5. Exerceu a função de jurado? -> Leva a vaga

💡 Dica: depois da idade, o primeiro critério técnico é a prova de Específicos. Ela já pesa mais na nota e ainda decide o empate.

O que vem depois da prova

A única etapa de prova é a objetiva. Depois dela vêm a avaliação biopsicossocial (para as vagas de pessoas com deficiência) e o procedimento de heteroidentificação (para as vagas de pessoas negras e indígenas), e só então o corte definitivo do cadastro. O concurso vale por 2 anos a partir da homologação, prorrogáveis uma vez por igual período.

Quem for chamado faz o exame admissional e, pela retificação, uma Semana de Integração obrigatória, com assinatura do contrato e treinamentos de compliance. Quem faltar é eliminado. O resultado final está previsto para 29/04/2027.

A data de corte da legislação

O Anexo IV manda considerar a legislação vigente até a data da publicação do edital de abertura, 16/10/2026. Norma que passa a valer depois dessa data não é matéria segura de estudo. Quando algum capítulo menciona uma mudança posterior, ela vem marcada como alteração posterior ao edital. Em Atualidades do Mercado Financeiro não há corte legal: o assunto é o que o mercado e o regulador fizeram até a prova, e os dados aparecem com mês e ano.

Onde estão os pontos

Os Específicos valem dois terços da nota, e Conhecimentos Bancários sozinho tem 15 questões. O programa dessa disciplina é largo: Sistema Financeiro Nacional, instituições financeiras e de pagamento, produtos e serviços, mercado de capitais, Copom e Selic, Open Finance e Pix, prevenção à lavagem de dinheiro e o Coaf, seguros, previdência complementar aberta, capitalização, bancassurance, consórcio, portabilidade e a Resolução CMN nº 4.966/2021.

Matemática Financeira, Estatística e Informática são só 5 questões cada, mas costumam ser as mais previsíveis: quem treina conta à mão acerta. Em Informática, o edital cita o Google Workspace (Gmail, Drive, Docs, Sheets, Slides, Forms, Calendar, Meet e Chat), o Gemini e Windows e Linux básico, sem Microsoft Office.

Algumas matérias aparecem em mais de uma disciplina. O Sistema Financeiro Nacional, o Copom, a Selic, o Open Finance e o Pix estão em Atualidades e em Conhecimentos Bancários; a LGPD está em Ética e em Informática; a educação financeira está em três disciplinas. Esta apostila trata a parte estrutural uma vez, em Conhecimentos Bancários, e deixa para Atualidades a notícia e a tendência.

Plano de estudo

  1. Comece por Conhecimentos Bancários e Vendas. São 25 questões de peso 2. O Sistema Financeiro Nacional é a base de tudo o que vem depois.
  2. Treine as contas. Matemática Financeira, Estatística e Matemática/RLQ somam 20 questões e dependem de prática, não de leitura.
  3. Língua Portuguesa um pouco por dia. São 10 questões, e a leitura de textos se treina com constância.
  4. Atualidades e Ética com leitura leve e frequente. Acompanhe o Copom e as notícias do regulador até a prova.
  5. Refaça as questões erradas alguns dias depois, lendo o comentário inteiro.

Como esta apostila está organizada

São 139 capítulos, sendo este de abertura e 138 de conteúdo, com 690 questões, na ordem do programa do edital:

Capítulos Conteúdo
001 Abertura
002 a 026 Língua Portuguesa
027 a 044 Matemática e Raciocínio Lógico e Quantitativo
045 a 052 Atualidades do Mercado Financeiro
053 a 065 Ética, Compliance e ESG
066 a 092 Conhecimentos Bancários
093 a 102 Matemática Financeira
103 a 110 Noções de Probabilidade e Estatística
111 a 125 Noções de Informática e Comportamentos Digitais
126 a 139 Vendas, Negociação e Atendimento

Todo capítulo de conteúdo segue o mesmo roteiro:

  • Para ver o todo: abertura com o peso do tema; mapa do capítulo
  • Para entender: teoria com o porquê; caso concreto na rotina da agência; norma citada literalmente
  • Para decidir rápido: esquemas e fluxos; quadro "Não confunda" com os conceitos vizinhos
  • Para revisar: questão comentada passo a passo; revisão relâmpago; teste de memória
  • Para treinar: cinco questões de A a E; gabarito comentado

Os quadros têm função fixa: 💡 Dica é atalho de raciocínio; ⚠️ Pegadinha é a palavra que costuma ser trocada; 🧠 Mnemônico aparece só onde há lista a decorar; 🎯 Como cai mostra o formato da cobrança. O texto de norma vem no quadro de citação, com as palavras-chave em negrito.

Leia o mapa antes da teoria. Na véspera, releia a revisão relâmpago e responda ao teste de memória sem olhar. Leia o gabarito comentado mesmo quando acertar: ele mostra o mecanismo da alternativa errada, que se repete na prova. As respostas estão distribuídas entre as cinco letras; não procure padrão no gabarito.

Revisão relâmpago

  • Cargo de Técnico Bancário: 866 postos de cadastro de reserva em 34 polos; Vitória tem 400.
  • Remuneração de R$ 4.552,43 por 30 horas; ensino médio completo; taxa de R$ 67,00.
  • Inscrições até 23h59 de 23/11/2026; boleto pago até 24/11/2026.
  • Prova em 24/01/2027, de manhã, 4 horas, 70 questões de A a E.
  • Gerais (30 questões) têm peso 1; Específicos (40 questões) têm peso 2.
  • Nota final = (NG + 2 × NE) ÷ 3; aprovação com 6,00 e sem mínimo por disciplina.
  • Desempate: 60 anos ou mais, depois acertos em Específicos e em Língua Portuguesa.
  • Legislação vigente em 16/10/2026; Informática pelo Google Workspace, sem Office.
  • Validade de 2 anos, prorrogável uma vez.

Acompanhe as publicações do concurso no site da FCC. Retificações acontecem, e uma mudança de data ou de conteúdo vale mais do que qualquer apostila.

10 questões comentadas

Questão 1 (Conhecimentos Bancários: Produtos e serviços bancários III: operações de crédito e garantias)

Na alienação fiduciária de imóvel regulada pela Lei 9.514/1997, o devedor fiduciante, com o escopo de garantia, contrata a transferência ao credor

  • (A) da propriedade resolúvel do imóvel.
  • (B) da posse direta e definitiva do imóvel, mantendo a propriedade.
  • (C) do domínio pleno e irrevogável do imóvel desde a assinatura.
  • (D) apenas de um direito de preferência sobre o valor do imóvel em execução.
  • (E) da posse do imóvel, como no penhor, até o pagamento da primeira prestação.
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Gabarito: A. O art. 22 da Lei 9.514/1997 define a alienação fiduciária como a transferência ao credor da propriedade resolúvel de coisa imóvel: ela se desfaz quando a dívida é paga. A afirmação de que o credor recebe a posse direta inverte a situação, porque quem mora no imóvel e tem a posse direta é o devedor. O domínio pleno e irrevogável contraria a ideia de propriedade resolúvel. O simples direito de preferência descreve a hipoteca, em que o devedor continua dono. A comparação com o penhor mistura garantias: penhor recai sobre móveis.

Questão 2 (Conhecimentos Bancários: Produtos e serviços bancários III: operações de crédito e garantias)

Nas contas de depósitos à vista de pessoas naturais e de microempreendedores individuais, as taxas de juros remuneratórios cobradas sobre o valor utilizado do cheque especial estão limitadas a

  • (A) 2% do valor de cada utilização.
  • (B) 8% ao ano.
  • (C) 8% ao mês.
  • (D) o valor original do limite contratado.
  • (E) 1% por dia de utilização do limite.
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Gabarito: C. O art. 3º da Resolução CMN 4.765/2019 limita os juros remuneratórios do cheque especial a 8% ao mês. Os 2% lembram a multa de mora do CDC, que incide sobre a prestação em atraso. A taxa de 8% ao ano troca a periodicidade. O teto ligado ao valor original da dívida é o dos encargos do rotativo do cartão (Lei 14.690/2023). A cobrança diária de 1% sobre a utilização não existe na norma, que fixa um teto mensal.

Questão 3 (Conhecimentos Bancários: Produtos e serviços bancários III: operações de crédito e garantias)

O saldo devedor da fatura de cartão de crédito, quando não liquidado integralmente no vencimento, pode ser financiado na modalidade de crédito rotativo

  • (A) por até doze faturas consecutivas.
  • (B) até o vencimento da fatura subsequente.
  • (C) pelo prazo livremente pactuado entre emissor e cliente.
  • (D) até que o saldo devedor alcance o limite total do cartão.
  • (E) por até trinta dias após o vencimento da fatura subsequente.
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Gabarito: B. Pelo art. 1º da Resolução CMN 4.549/2017, o saldo só pode ficar no rotativo até o vencimento da fatura subsequente; depois disso, o banco oferece o parcelamento em condições mais vantajosas (art. 2º). Doze faturas, prazo livremente pactuado e permanência até atingir o limite do cartão contrariam a regra. Os trinta dias adicionais depois da fatura seguinte também não existem na norma.

Questão 4 (Conhecimentos Bancários: Produtos e serviços bancários III: operações de crédito e garantias)

A garantia pessoal prestada em título de crédito, como a nota promissória e a Cédula de Crédito Bancário, pela qual o garantidor responde de forma solidária com o devedor, denomina-se

  • (A) fiança.
  • (B) aval.
  • (C) penhor.
  • (D) hipoteca.
  • (E) cessão fiduciária.
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Gabarito: B. O aval é a garantia fidejussória própria dos títulos de crédito, com responsabilidade solidária do avalista. A fiança também é garantia pessoal, mas é dada em contrato e, em regra, dá ao fiador o benefício de ordem. Penhor e hipoteca são garantias reais, sobre móveis e imóveis. A cessão fiduciária vincula recebíveis, e não a pessoa do garantidor.

Questão 5 (Conhecimentos Bancários: Produtos e serviços bancários III: operações de crédito e garantias)

Nos contratos de crédito e financiamento ao consumidor, o Código de Defesa do Consumidor assegura a liquidação antecipada do débito

  • (A) apenas pelo valor total, com redução proporcional dos juros.
  • (B) total ou parcialmente, sem redução dos juros já pactuados.
  • (C) somente após o pagamento de metade das prestações.
  • (D) total ou parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos.
  • (E) total ou parcialmente, mediante pagamento de multa de 2% sobre o saldo devedor.
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Gabarito: D. O art. 52, § 2º, do CDC assegura a liquidação antecipada total ou parcial, com redução proporcional dos juros e demais acréscimos. Limitar a liquidação ao pagamento total apaga a possibilidade da parcial. Manter os juros pactuados elimina o desconto que a lei garante. Exigir metade das prestações pagas cria condição inexistente. A multa de 2% do § 1º é a multa de mora, pelo atraso, e não um custo da quitação antecipada.

Questão 6 (Conhecimentos Bancários: Política monetária: instrumentos, Copom, Selic, metas de inflação e indicadores econômicos)

O Comitê de Política Monetária, constituído no âmbito do Banco Central do Brasil, tem entre suas competências

  • (A) fixar a meta para a inflação e o respectivo intervalo de tolerância.
  • (B) determinar o percentual de recolhimento compulsório sobre os depósitos à vista.
  • (C) definir a meta para a Taxa Selic.
  • (D) escolher o índice de preços adotado no sistema de metas para a inflação.
  • (E) aprovar o regimento interno do Banco Central do Brasil.
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Gabarito: C. O art. 1º, I, do Regulamento anexo à Resolução BCB nº 61/2021 dá ao Copom a competência de definir a meta para a Taxa Selic. Fixar a meta para a inflação e o intervalo de tolerância é tarefa do Conselho Monetário Nacional, mediante proposta do Ministro da Fazenda. O recolhimento compulsório é competência do Banco Central prevista no art. 10, III, da Lei 4.595/1964, e não decisão do comitê. A escolha do índice de preços também cabe ao CMN (art. 4º do Decreto 12.079/2024). Aprovar o regimento interno é competência do próprio Banco Central (art. 10, XIV, da Lei 4.595/1964), não do Copom.

Questão 7 (Conhecimentos Bancários: Política monetária: instrumentos, Copom, Selic, metas de inflação e indicadores econômicos)

Na sistemática de meta contínua para a inflação, aplicada desde 1º de janeiro de 2025, considera-se descumprida a meta quando a inflação acumulada em doze meses

  • (A) supera o centro da meta em qualquer mês do ano-calendário.
  • (B) fica fora do intervalo de tolerância no mês de dezembro.
  • (C) permanece abaixo do limite inferior por três meses consecutivos.
  • (D) ultrapassa o limite superior em dois trimestres, ainda que não consecutivos.
  • (E) se desvia da faixa do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos.
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Gabarito: E. Pelo art. 2º do Decreto 12.079/2024, a meta é descumprida quando a inflação acumulada em doze meses se desvia da faixa do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos. Superar o centro da meta não é descumprimento enquanto a inflação estiver dentro da faixa. Olhar só o mês de dezembro era a lógica da meta anual, abandonada em 2025. Três meses seguidos fora da faixa não bastam, pois o decreto exige seis. Dois trimestres não consecutivos também não configuram descumprimento, porque o prazo é de meses seguidos.

Questão 8 (Conhecimentos Bancários: Política monetária: instrumentos, Copom, Selic, metas de inflação e indicadores econômicos)

Diante de uma alta persistente da inflação, o Banco Central adota medida de política monetária contracionista ao

  • (A) reduzir a meta para a Taxa Selic.
  • (B) vender títulos públicos federais no mercado aberto.
  • (C) diminuir a alíquota do recolhimento compulsório.
  • (D) ampliar o prazo e reduzir o custo das operações de redesconto.
  • (E) comprar títulos públicos federais das instituições financeiras.
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Gabarito: B. Ao vender títulos públicos no mercado aberto (art. 10, XII, da Lei 4.595/1964), o Banco Central retira liquidez dos bancos e pressiona os juros para cima, o que contém a demanda e a inflação. Reduzir a meta para a Selic barateia o crédito e tem efeito expansionista. Diminuir o compulsório libera recursos para empréstimos, também expansionista. Redesconto mais longo e mais barato facilita a liquidez dos bancos e estimula o crédito. Comprar títulos injeta dinheiro na economia, o oposto do que se pretende.

Questão 9 (Conhecimentos Bancários: Política monetária: instrumentos, Copom, Selic, metas de inflação e indicadores econômicos)

Segundo o regulamento do Comitê de Política Monetária, as deliberações do comitê são tomadas

  • (A) por unanimidade dos Diretores, sem a participação do Presidente.
  • (B) por maioria de dois terços dos membros presentes.
  • (C) por maioria absoluta, sem previsão de voto de qualidade.
  • (D) por maioria simples de votos, cabendo ao Presidente o voto de qualidade.
  • (E) pelo Chefe do Departamento de Estudos e Pesquisas, após as apresentações técnicas.
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Gabarito: D. O art. 6º do regulamento do Copom prevê deliberação por maioria simples de votos, proferidos oralmente, com voto de qualidade do Presidente. A unanimidade dos Diretores sem o Presidente contraria a regra de que o Presidente é membro e desempata. A maioria de dois terços não está prevista. A maioria absoluta sem voto de qualidade ignora o desempate expressamente atribuído ao Presidente. O Chefe do Depep participa da segunda sessão sem direito a voto, apenas para a apresentação técnica.

Questão 10 (Conhecimentos Bancários: Política monetária: instrumentos, Copom, Selic, metas de inflação e indicadores econômicos)

O índice de preços adotado pelo Conselho Monetário Nacional para a nova sistemática de meta para a inflação é o

  • (A) Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getulio Vargas.
  • (B) Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo IBGE.
  • (C) Índice do Custo de Vida (ICV), calculado pelo Dieese.
  • (D) deflator implícito do Produto Interno Bruto, apurado pelo IBGE.
  • (E) Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE.
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Gabarito: E. O art. 1º da Resolução CMN nº 5.141/2024 adota o IPCA, calculado pelo IBGE, como índice da meta. O IGP-M é índice da FGV com peso de preços ao produtor, usado em contratos de aluguel, mas não é o da meta. O INPC, também do IBGE, mede a inflação das famílias de renda mais baixa e é referência de reajustes salariais. O ICV do Dieese é índice de entidade privada, sem papel no regime de metas. O deflator implícito do PIB mede a variação de preços do produto da economia, não a inflação ao consumidor fixada como meta.

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