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Amostra grátis da apostila IBGE 2026: Recenseador

Atualizado em 07/11/2026 · por Mateus Vazzoller, ESCUDO Concursos

Esta é uma amostra do curso em PDF IBGE 2026: Recenseador: a apresentação da apostila, como a prova funciona e 10 questões com gabarito comentado, do jeito que estão no material.

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Como é a prova e como usar esta apostila

Este capítulo é o mapa antes da viagem. Ele diz como é a prova de Recenseador do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola segundo o Edital nº 03/2026 da Fundação Cesgranrio, quantas questões cada disciplina tem, o que o edital exige para aprovar e desempatar, em quais capítulos desta apostila está cada item do programa e como estudar. Leia-o uma vez, no começo, e volte a ele sempre que precisar decidir por onde seguir. A data de corte desta apostila é a publicação do edital, em 05/11/2026.

Mapa do capítulo

A prova de Recenseador

  • O edital
    • Cesgranrio, Edital 03/2026
    • 27.279 vagas
    • ensino fundamental completo
    • inscrições de 06 a 25/11/2026
  • A prova
    • 31/01/2027, das 13h às 17h
    • 60 questões, A a E, 1 ponto cada
    • Língua Portuguesa 15
    • Matemática 15
    • Conhecimentos Técnicos 30
  • Aprovação e desempate
    • mínimo de 18 pontos
    • 1 ponto em cada disciplina
    • desempate: idade, Técnicos, Matemática
  • Como estudar
    • Técnicos vale metade da prova
    • ordem dos capítulos
    • roteiro de cada capítulo

O concurso em números

O IBGE abriu o processo seletivo simplificado para contratar Recenseadores em regime temporário para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Quem organiza a seleção é a Fundação Cesgranrio. Os dados abaixo saem do Edital nº 03/2026:

Item O que o edital diz
Vagas 27.279 para a função de Recenseador
Escolaridade Ensino fundamental completo
Remuneração Parcela fixa de R$ 1.741,00, mais parcela variável por produção, que pode chegar a R$ 2.629,00 por mês (máximo previsto de R$ 4.370,00)
Auxílio-alimentação R$ 1.192,00
Jornada 40 horas semanais
Contratação Duração estimada de até 6 meses, prorrogável até o total de 4 anos (Lei nº 8.745/1993)
Taxa de inscrição R$ 70,00
Inscrições De 06 a 25/11/2026, no site www.cesgranrio.org.br

A parcela variável vem da produção: depende do número de entrevistas realizadas e de unidades visitadas, com a conclusão dos trabalhos no setor censitário e a observância dos critérios mínimos de qualidade do IBGE. Por isso a atenção que esta apostila dá ao setor censitário, ao endereço e ao estabelecimento agropecuário não é só matéria de prova: é o que você fará no campo.

Como é a prova

A prova objetiva é eliminatória e classificatória e tem estas características, todas do edital:

  • Data provável: 31/01/2027, das 13h às 17h (horário de Brasília).
  • Duração: 4 horas, já incluído o tempo de leitura das instruções, da coleta da digital e do preenchimento do cartão-resposta.
  • Questões: 60, de múltipla escolha, com cinco alternativas (A, B, C, D e E) e uma só correta.
  • Valor: 1 ponto por questão, 60 pontos no total.
  • Cartão-resposta: caneta esferográfica azul ou preta. Questão com mais de uma resposta marcada, nenhuma ou com rasura vale zero.

O quadro das disciplinas, com os capítulos desta apostila que cobrem cada uma, é este:

Disciplina Questões Pontos Capítulos desta apostila
Língua Portuguesa 15 15 033 a 054
Matemática 15 15 055 a 075
Conhecimentos Técnicos 30 30 002 a 032
Total 60 60 001 a 075

Não há prova de Ética nem de Raciocínio Lógico: são só essas três disciplinas.

Aprovação, desempate e a estratégia que sai deles

Para ser aprovado na prova objetiva, o candidato precisa, ao mesmo tempo:

  1. obter no mínimo 18 pontos no total (30% da prova); e
  2. obter no mínimo 1 ponto em cada disciplina.

Quem não cumpre as duas condições é eliminado. A nota final é a nota da prova objetiva. A classificação sai da ordem de pontos, e o aprovado dentro do número de vagas é classificado, enquanto o aprovado fora delas é considerado não eliminado.

Em caso de empate, o edital aplica os critérios nesta ordem:

  1. idade igual ou superior a 60 anos completos até o último dia de inscrição (Estatuto da Pessoa Idosa);
  2. maior nota em Conhecimentos Técnicos;
  3. maior nota em Matemática;
  4. exercício efetivo da função de jurado (art. 440 do Código de Processo Penal);
  5. persistindo o empate, maior idade.

Dois recados práticos saem daí.

Conhecimentos Técnicos vale metade da prova e é o primeiro desempate técnico. São 30 questões de 60, tiradas de um conteúdo fechado: o documento oficial do IBGE, que o próprio Anexo III do edital indica. Quem o domina garante metade da pontuação e ainda leva vantagem se houver empate. Por isso a apostila dedica 31 capítulos a essa disciplina.

Matemática é o segundo desempate. Com 15 questões, ela decide a ordem entre candidatos empatados em Técnicos. Ir bem em Matemática é, portanto, uma forma de subir na lista.

E a regra de 1 ponto por disciplina vale para as três: não adianta ir muito bem em uma e zerar outra. Estude as três, mesmo que não esteja forte em alguma.

O que o Anexo III cobra e onde está cada item

Conhecimentos Técnicos

O Anexo III diz que o conteúdo é o do documento "Estudo dos conhecimentos técnicos a serem aplicados no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola", apostila disponibilizada no site da Cesgranrio. Os capítulos 002 a 032 seguem a ordem dessa apostila: o IBGE e o Censo Agropecuário (002 a 005); a estrutura organizacional e as funções, com o papel do Agente Censitário Regional, do Agente Censitário Supervisor e do Recenseador (006 a 008); o setor censitário, o mapa, o descritivo e o Dispositivo Móvel de Coleta (009 a 015); a divisão territorial, os tipos de setor e os povos e comunidades tradicionais (016 a 021); o endereço e as coordenadas (022 a 024); o estabelecimento agropecuário, os produtores sem área e as situações especiais (025 a 030); e dois capítulos de casos de campo que revisam tudo (031 e 032).

Nesses capítulos a expressão exata da apostila aparece em negrito e, quando vale prova, a definição vem entre aspas, porque é ela que a banca transforma em alternativa. A Cesgranrio costuma montar cinco alternativas "irmãs", da mesma família de conceitos, e só uma se encaixa: por isso cada capítulo traz um quadro de conceitos vizinhos e uma seção "Não confunda".

Língua Portuguesa (15 questões)
Item do Anexo III Capítulos
I. Compreensão de texto 033, 034, 035
II. Significação das palavras: sinônimos, antônimos e homônimos 041, 042
III. Pontuação. Estrutura e sequência lógica de frases e parágrafos 050; 036 a 040 (construção do texto, coesão, coerência e reescrita de frases)
IV. Ortografia oficial. Acentuação gráfica 043, 044
V. Classes das palavras 045, 046, 048
VI. Concordância nominal e verbal 051
VII. Regência nominal e verbal 052
VIII. Emprego dos verbos regulares e irregulares. Vozes dos verbos 046, 047
IX. Emprego dos pronomes 046, 053

Os capítulos 049 (termos da oração e período composto) e 054 (sintaxe do período e frases corretas) sustentam o raciocínio de vários itens, em especial concordância, regência e pontuação.

Matemática (15 questões)
Item do Anexo III Capítulos
I. Números naturais: operações e propriedades. Múltiplos e divisores. Problemas 055, 057
II. Números inteiros e racionais: operações e propriedades. Problemas 055, 056
III. Números e grandezas proporcionais. Razão e proporção. Divisão proporcional. Regra de três simples. Porcentagem 058, 059, 060, 061
IV. Equações do 1º grau. Problemas 062, 063
V. Medidas de comprimento, superfície, volume, massa e tempo. Conversão de medidas. Sistema métrico decimal 064, 065, 066, 067
VI. Cálculo de áreas, perímetros e volumes 066, 068, 069, 073
VII. Leitura e interpretação de tabelas, gráficos e quadros informativos 074, 075
VIII. Leitura e interpretação de mapas, croquis, esquemas e representações gráficas 070, 071, 072, 073

A Matemática desta apostila tem um ponto a seu favor: boa parte dos problemas vem do universo do Recenseador (escala de mapa, área em hectares, tempo de deslocamento, tabela de produção). Nos problemas, os números são hipotéticos, criados para treinar, e não dados do IBGE.

O que serve de referência: as provas do IBFC de 27/09/2026

Antes do edital da Cesgranrio, o IBFC aplicou, em 27/09/2026, a prova dos agentes do mesmo Censo Agro (Agente Censitário Regional e Agente Censitário Supervisor, entre outros cargos), com Conhecimentos Técnicos tirados da mesma apostila oficial. Aquelas questões servem de referência de estilo: mostram como a apostila vira enunciado e como as alternativas "irmãs" são montadas. Por isso, em vários capítulos de Conhecimentos Técnicos, a seção "Questão comentada" traz uma questão real daquela prova. É referência de estilo, não previsão de que a Cesgranrio vá repetir as mesmas perguntas: a banca e o cargo são outros.

Como usar esta apostila

Siga a ordem dos capítulos, ao menos na primeira passada. Conhecimentos Técnicos, em especial, vai se apoiando: o setor censitário do capítulo 009 reaparece no descritivo, no endereço e no estabelecimento. Depois da primeira leitura, vale alternar disciplinas, para não passar semanas sem ver Matemática ou Português.

Todo capítulo, exceto este, segue o mesmo roteiro, para que você saiba onde procurar cada coisa:

  1. Mapa do capítulo: a árvore de tópicos, para ver o todo antes dos detalhes.
  2. Teoria: a explicação em linguagem simples, com exemplos de campo, citações da fonte e quadros.
  3. Não confunda: o quadro das trocas que a prova faz.
  4. Questão comentada: uma questão resolvida em passos, às vezes real, de provas do IBFC de 27/09/2026, quando o tema é o mesmo.
  5. Revisão relâmpago: de 6 a 10 pontos para reler na véspera.
  6. Teste de memória: perguntas curtas, para você responder em voz alta antes de ver a resposta.
  7. Questões: cinco questões inéditas, no formato Cesgranrio, com cinco alternativas de A a E.
  8. Gabarito comentado: a resposta e a explicação de por que cada alternativa errada erra.

Algumas dicas de estudo, sem receita mágica:

  • Responda às cinco questões antes de olhar o gabarito. O gabarito comentado explica também as alternativas erradas, e é aí que você aprende o padrão das pegadinhas.
  • Marque as questões que errou e releia o trecho do capítulo ao qual elas remetem. Errar por "ter lido rápido" é diferente de errar por "não ter entendido", e os dois erros pedem estudos diferentes.
  • Em Conhecimentos Técnicos, leia as citações em voz alta. A frase da apostila costuma ser a alternativa certa, com uma palavra trocada nos distratores.
  • Nas 4 horas de prova, reserve um tempo para o cartão-resposta. O edital manda zerar a questão com rasura ou com duas marcações, e o tempo de preenchimento está dentro das 4 horas.
  • Use a Revisão relâmpago na semana da prova. É para isso que ela existe.

Cronograma principal

Estas são as datas previstas do Anexo IV do edital. Confira sempre o site da Cesgranrio, porque o próprio edital as chama de previstas.

Evento Data prevista
Publicação do edital 05/11/2026
Inscrições e pedido de isenção da taxa 06 a 25/11/2026
Último dia para pagar a taxa (sem pedido de isenção) 27/11/2026
Divulgação do Cartão de Confirmação de Inscrição 26/01/2027
Aplicação da prova objetiva 31/01/2027
Gabarito preliminar 01/02/2027
Recursos contra as questões e o gabarito 02 e 03/02/2027
Resultado preliminar da prova objetiva 05/03/2027
Resultado final do processo seletivo 30/04/2027

Um último aviso sobre datas dentro da matéria: a apostila oficial menciona coleta em 2027 com referência no ano de 2026 e, em outro ponto, um exemplo com data de referência em 2025. O que importa para a prova é o conceito de data e de período de referência, que o capítulo 025 explica.

Em resumo

  • A prova é da Cesgranrio, pelo Edital nº 03/2026: 60 questões de 1 ponto, cinco alternativas, 4 horas, data provável de 31/01/2027, das 13h às 17h. Exige ensino fundamental completo e oferece 27.279 vagas.
  • As disciplinas são Língua Portuguesa (15), Matemática (15) e Conhecimentos Técnicos (30). Não há Ética.
  • Aprovação: 18 pontos no total e 1 ponto em cada disciplina.
  • Desempate: idade de 60 anos ou mais, maior nota em Conhecimentos Técnicos, maior nota em Matemática, jurado e, por fim, maior idade.
  • Conhecimentos Técnicos (capítulos 002 a 032) vale metade da prova e é o primeiro desempate técnico; Matemática (055 a 075) é o segundo.
  • Estude na ordem, responda às questões antes do gabarito e consulte o Anexo III com a tabela deste capítulo para saber onde está cada item.

10 questões comentadas

Questão 1 (Conhecimentos Técnicos: Casos de campo I: do posto censitário ao endereço (revisão integrada))

Em um setor rural, o Recenseador percorre os endereços da lista prévia no DMC. Um dos endereços não existe mais no local, e ele encontra, ao lado da estrada, uma casa com criação de animais que não consta da lista. Segundo a apostila oficial, o Recenseador deve

  • (A) manter o endereço que não foi encontrado e deixar a casa nova de fora, porque só os endereços da lista são visitados.
  • (B) incluir a casa nova e manter o endereço que não existe mais, para que o ACS decida o que fazer com ele no posto.
  • (C) visitar apenas a casa nova e esperar a ordem da supervisão para alterar qualquer registro da lista prévia.
  • (D) excluir o endereço que não foi encontrado e incluir o novo, depois de visitá-lo, atualizando a lista.
  • (E) confirmar os dois endereços, já que a lista prévia é composta de estabelecimentos trabalhados em pesquisas anteriores.
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Gabarito: D. A apostila manda visitar todos os endereços do setor e atualizar a lista prévia: confirmar os que continuam, incluir os novos e excluir os que não forem encontrados. A alternativa A restringe a visita à lista, o que a apostila nega. A B mantém um endereço inexistente. A C subordina a atualização a uma ordem do ACS, que a regra não exige. A E confirma um endereço que não foi encontrado.

Questão 2 (Conhecimentos Técnicos: Casos de campo I: do posto censitário ao endereço (revisão integrada))

O descritivo de um setor rural informa a existência de um setor urbano dentro do perímetro do setor. Durante o percurso, o Recenseador passa por esse trecho e vê hortas e criações pequenas. Segundo a apostila oficial, nesse trecho o Recenseador

  • (A) coleta normalmente, pois todo o perímetro do setor rural é de sua responsabilidade.
  • (B) coleta apenas as hortas, deixando de lado as criações, que ficam com o setor urbano.
  • (C) não realiza a coleta, porque outro Recenseador será o responsável por esse setor.
  • (D) coleta apenas quando o ACS autorizar, depois de alterar o perímetro do setor no mapa.
  • (E) coleta e comunica ao ACS, que repassa a informação ao Recenseador do setor urbano.
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Gabarito: C. Os setores a serem excluídos, contidos no perímetro do setor do Recenseador, não são de sua responsabilidade, e outro Recenseador fará a coleta. A alternativa A ignora o item "setores a serem excluídos" do descritivo. A B divide por tipo de produção, o que não existe na regra. A D fala em alterar o perímetro, e o Recenseador não pode alterá-lo em hipótese alguma. A E mistura coleta indevida com repasse de informação.

Questão 3 (Conhecimentos Técnicos: Casos de campo I: do posto censitário ao endereço (revisão integrada))

Um Recenseador chega a uma fazenda em área rural e precisa capturar a coordenada do estabelecimento. Do portão, vê a sede ao fundo, com uma casa e um galpão. Segundo a apostila oficial, nas áreas rurais a captura da coordenada

  • (A) é automática, e o DMC registra o ponto sem que o Recenseador precise estar no local.
  • (B) é manual, e o local ideal é a entrada da edificação que representa a sede, caso haja.
  • (C) é manual, e o local ideal é o ponto mais alto da propriedade, com melhor sinal.
  • (D) é automática, e o Recenseador deve confiar exclusivamente no GPS, dispensando o mapa em papel.
  • (E) é manual, e o local ideal é o centro da área cultivada, que representa o estabelecimento.
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Gabarito: B. Em áreas rurais, a captura é manual, e o local ideal é a entrada da edificação que representa a sede do estabelecimento, caso haja. As alternativas A e D tratam a captura como automática e confiam só no GPS, o que a apostila aponta como erro. A C e a E escolhem pontos de conveniência, e não o ponto de acesso à unidade.

Questão 4 (Conhecimentos Técnicos: Casos de campo I: do posto censitário ao endereço (revisão integrada))

Em um setor rural de ocupação dispersa, uma propriedade não tem número nem complemento no logradouro, uma estrada de terra. Para registrar o endereço de forma que ele possa ser localizado depois, de acordo com a apostila oficial, o Recenseador deve

  • (A) registrar um ponto de referência fixo e estável, sem identificar pessoas nos componentes do endereço.
  • (B) registrar o nome do morador no complemento, porque a pessoa é a referência mais fácil de localizar.
  • (C) deixar o endereço em branco, porque o endereço só pode ser registrado quando há número.
  • (D) registrar um ponto de referência qualquer, mesmo que seja redundante, porque o uso é obrigatório sempre.
  • (E) inventar um número provisório para o endereço, que o IBGE corrigirá em etapa posterior.
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Gabarito: A. Quando o endereço não tem número ou complemento, o ponto de referência é obrigatório, e não é permitido identificar pessoas nos componentes do endereço. A alternativa B identifica uma pessoa no endereço, o que fere o sigilo estatístico. A C diz que não se registra, mas o ponto de referência existe justamente para esses casos. A D transforma o ponto de referência em uso redundante, que a apostila desaconselha. A E inventa um número, o que não faz parte do padrão.

Questão 5 (Conhecimentos Técnicos: Casos de campo I: do posto censitário ao endereço (revisão integrada))

Ao abrir o mapa digital de um setor, o Recenseador vê que parte dele pertence a uma Área de Interesse Operacional de um povo ou comunidade tradicional. Segundo a apostila oficial, nesse caso

  • (A) o Recenseador deve preencher manualmente as perguntas específicas, pois elas não aparecem no DMC.
  • (B) o setor deixa de ser coletado, porque as AIOs são áreas fora da operação censitária regular.
  • (C) a área da AIO coincide sempre com o limite do setor e nunca pode ser maior que ele.
  • (D) o Recenseador deve verificar, por perguntas, se o informante realmente pertence ao grupo declarado.
  • (E) a área é carregada automaticamente no mapa e as entrevistas trazem perguntas específicas no DMC.
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Gabarito: E. Se o setor pertence total ou parcialmente a uma AIO, a área é carregada automaticamente no mapa do setor digital e as entrevistas contam com perguntas específicas, também apresentadas automaticamente no DMC. A alternativa A diz que as perguntas não aparecem. A B exclui o setor da coleta. A C erra ao dizer que a AIO coincide sempre com o setor, quando a apostila diz que as AIOs não seguem a setorização e podem ser menores ou maiores. A D contraria a autodeclaração, que se registra sem questionamentos.

Questão 6 (Conhecimentos Técnicos: Casos de campo II: o que recensear e como registrar (revisão integrada))

Em uma estrada rural, o Recenseador encontra um pesque-pague. O responsável informa que compra peixes já criados em outra propriedade e os solta nos tanques apenas para a pescaria dos visitantes, sem fazer criação nem engorda no local. Segundo a apostila oficial do 12º Censo Agro, esse pesque-pague

  • (A) é estabelecimento agropecuário, porque desenvolve atividade aquícola e recebe visitantes.
  • (B) não deve ser considerado estabelecimento agropecuário, pois só compra peixes já criados.
  • (C) é estabelecimento agropecuário, desde que o ACS confirme a atividade antes da coleta.
  • (D) é estabelecimento agropecuário, porque está em área rural e atende ao público da região.
  • (E) é estabelecimento agropecuário, porque os peixes são colocados nos tanques e ficam sob seus cuidados.
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Gabarito: B. O pesque-pague é estabelecimento quando há criação e engorda de peixes, e não deve ser considerado quando há somente compra de peixes criados. A alternativa A toma a atividade aquícola e a visitação como suficientes. A C inventa uma confirmação do ACS. A D toma a localização rural e o atendimento ao público como suficientes, quando o critério é a criação e engorda. A E confunde guardar peixes com criá-los e engordá-los.

Questão 7 (Conhecimentos Técnicos: Casos de campo II: o que recensear e como registrar (revisão integrada))

Um apicultor instala colmeias em uma mata e em áreas de outros estabelecimentos agropecuários da região, sem possuir terra própria ou espaço delimitado para a produção de mel. Ao encontrá-lo, o Recenseador deve, segundo a apostila oficial,

  • (A) deixar de coletar, porque só se recenseia o produtor que possui área própria e delimitada.
  • (B) coletar apenas a produção de mel e não aplicar o questionário, por não haver estabelecimento.
  • (C) registrar a atividade e aplicar o questionário, tratando-o como produtor sem área.
  • (D) recensear o apicultor no estabelecimento do dono de cada mata, repartindo a produção.
  • (E) aguardar que o proprietário da mata informe a produção de mel, pois a terra é dele.
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Gabarito: C. O produtor de mel com colmeias em matas ou em áreas de outros estabelecimentos é exemplo de produtor sem área: a atividade é registrada e o questionário também é aplicado. A alternativa A exige área própria, contrariando a categoria. A B dispensa o questionário. A D reparte a produção entre donos de terra, quando o produtor é o apicultor. A E transfere a informação ao proprietário da mata.

Questão 8 (Conhecimentos Técnicos: Casos de campo II: o que recensear e como registrar (revisão integrada))

Um produtor possui duas áreas separadas entre si, ambas exploradas por ele. As áreas ficam totalmente localizadas em municípios distintos. Segundo a apostila oficial, nessa situação o Recenseador deve considerar cada área

  • (A) parte do estabelecimento da primeira, desde que o produtor use as mesmas máquinas nas duas.
  • (B) parte do mesmo estabelecimento, e computar toda a produção no município em que o produtor mora.
  • (C) um estabelecimento, e repetir a produção total das duas áreas em cada um dos questionários.
  • (D) um único estabelecimento, porque as áreas pertencem ao mesmo produtor e têm a mesma administração.
  • (E) um estabelecimento diferente, cuidando para não repetir as mesmas informações em dois deles.
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Gabarito: E. Se as áreas estão totalmente localizadas em municípios distintos, cada uma será considerada um estabelecimento agropecuário diferente, e o Recenseador deve ter cuidado para não registrar as mesmas informações em mais de um estabelecimento. As alternativas A e D ignoram a condição do mesmo município, que é a primeira das quatro. A B unifica a produção no município de moradia, critério que a apostila não traz. A C acerta ao separar os estabelecimentos, mas repete as informações nos dois questionários, justamente o que a apostila manda evitar.

Questão 9 (Conhecimentos Técnicos: Casos de campo II: o que recensear e como registrar (revisão integrada))

Em uma terra indígena, várias famílias trabalham juntas em uma mesma roça e dividem entre si o que é produzido. Segundo a apostila oficial, ao recensear essa exploração comunitária o Recenseador deve preencher

  • (A) um questionário para cada família, já que cada uma recebe uma parte da produção.
  • (B) um questionário para cada produto colhido, independentemente do número de famílias.
  • (C) um questionário para cada liderança, com os dados das famílias que ela representa.
  • (D) apenas um questionário, por ser produção coletiva com divisão da produção entre as famílias.
  • (E) nenhum questionário, porque a exploração comunitária de terras indígenas não é investigada.
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Gabarito: D. Na produção coletiva, em que as famílias trabalham juntas numa mesma área e dividem a produção entre si, preenche-se apenas um questionário. A alternativa A é a regra da produção individual, em que cada família decide o que produzir e o destino. A B e a C criam critérios por produto e por liderança. A E diz que a exploração comunitária não é investigada, e a apostila cita as terras indígenas como exemplo em que ela pode ocorrer.

Questão 10 (Conhecimentos Técnicos: Casos de campo II: o que recensear e como registrar (revisão integrada))

Em um setor rural, o Recenseador passa por uma loja de ração, por uma escola e por uma casa de moradia sem produção de qualquer tipo. De acordo com a apostila oficial, entre esses endereços,

  • (A) nenhum deles é unidade recenseável, pois lojas, escolas e unidades domiciliares não entram na coleta.
  • (B) a loja de ração é unidade recenseável, porque vende insumos para a atividade agropecuária de toda a região.
  • (C) a escola é unidade recenseável, se tiver uma horta mantida pelos alunos para o passatempo da turma.
  • (D) a casa de moradia é unidade recenseável, porque está em área rural e é residência do produtor.
  • (E) os três são unidades recenseáveis, porque estão dentro do setor censitário do Recenseador.
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Gabarito: A. A apostila diz que apenas os estabelecimentos agropecuários serão recenseados e que lojas, escolas, hospitais, igrejas e unidades domiciliares não fazem parte da coleta. A alternativa B confunde a venda de insumos com produção ou exploração, que é o critério. A C inventa uma horta de passatempo, que mesmo existindo não formaria unidade recenseável. A D toma a residência do produtor, sem produção, como suficiente. A E trata o setor como objeto da coleta, quando o objeto são as unidades recenseáveis.

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