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Amostra grátis da apostila Porto Velho 2026: Professor

Atualizado em 07/11/2026 · por Mateus Vazzoller, ESCUDO Concursos

Esta é uma amostra do curso em PDF Porto Velho 2026: Professor: a apresentação da apostila, como a prova funciona e 10 questões com gabarito comentado, do jeito que estão no material.

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Como é a prova e como usar esta apostila

Esta apostila prepara você para o cargo de Professor Nível II, Séries Iniciais (códigos 519 a 552) do Concurso Público da Educação do Município de Porto Velho/RO, aberto pelo Edital nº 24/2026, publicado em 29 de setembro de 2026. O texto segue o edital consolidado com a Retificação nº 01 (Edital nº 27/2026), de 9 de outubro de 2026, que dividiu o cargo em lotações com códigos próprios, mas não mudou o conteúdo programático, as vagas totais, a prova nem o calendário. O concurso é da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) e é organizado pelo IBGP. Este capítulo explica as regras: como é a prova, quanto vale cada disciplina, o que reprova, como contam os títulos, como se desempata e por onde começar o estudo.

Mapa do capítulo

Professor de Séries Iniciais da SEMED 2026

  • O cargo
    • 330 vagas: 165 imediatas e 165 de cadastro
    • códigos 519 a 552: área urbana e 33 escolas rurais
    • uma única inscrição, numa única lotação
    • R$ 3.847,97 por 30 horas semanais
    • licenciatura plena em Pedagogia
  • A prova
    • 06/12/2026, domingo, a partir das 9h15
    • 50 questões de A a E, todas de peso 2
  • Aprovação
    • no mínimo 50 dos 100 pontos
    • sem nota mínima por disciplina
  • Títulos
    • até 10 pontos, só classificatórios
  • Desempate
    • 60 anos ou mais vem primeiro
    • depois os Conhecimentos Específicos

O cargo e as vagas

São 330 vagas para Professor Nível II, Séries Iniciais: 165 imediatas e 165 de cadastro de reserva. É o único cargo do edital com vagas imediatas e reúne 330 dos 430 postos oferecidos. Desde a Retificação nº 01, o cargo é dividido em 34 lotações, cada uma com o seu código:

Código Lotação Vagas
519 Área urbana, Porto Velho 228 (114 imediatas e 114 de cadastro)
520 a 552 Área rural, 33 escolas 102 (51 imediatas e 51 de cadastro)
Total 330 (165 imediatas e 165 de cadastro)

Na área rural, cada escola tem a sua lotação: a maioria com 1 vaga imediata e 1 de cadastro, sete com 2 e 2, uma com 4 e 4 e duas com 5 e 5. Cada código tem as suas próprias vagas no Anexo I, então a lotação escolhida define por quais vagas você concorre.

⚠️ Pegadinha: neste concurso só se faz uma inscrição (item 4.1.12). Se você fizer mais de uma, vale apenas a última e as anteriores são canceladas. Por isso, escolha uma única lotação, a urbana ou uma das escolas rurais, antes de pagar o boleto. É diferente do concurso da Saúde, em que se pode inscrever em mais de uma lotação do mesmo cargo.

A distribuição pelas listas de reserva, somadas as 34 lotações, continuou a mesma no Anexo I consolidado:

Lista Vagas
Ampla concorrência 214
Pessoas com deficiência 33
Pessoas negras 66
Pessoas idosas (60 anos ou mais) 17
Total 330

Na área urbana ficam 145 vagas de ampla concorrência, 23 para pessoas com deficiência, 46 para pessoas negras e 14 para pessoas idosas, das 228; as demais vagas reservadas estão nas escolas rurais maiores. A reserva para pessoas negras, de no mínimo 20%, vem da Lei Complementar Municipal nº 993/2024. A reserva para pessoas idosas, de no mínimo 5% das vagas para quem tem 60 anos ou mais, vem da Lei Municipal nº 3.066/2023. Quem concorre às cotas passa ainda pela heteroidentificação ou pela avaliação biopsicossocial, conforme o caso.

O requisito é o ensino superior completo em Pedagogia, licenciatura plena. A jornada é de 30 horas semanais e o vencimento inicial, de R$ 3.847,97. A taxa de inscrição do nível superior é de R$ 130,00. O professor aprovado atua na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental da rede municipal.

O calendário

As inscrições são feitas só pela internet, no site do IBGP, das 9h de 13/10/2026 às 16h de 11/11/2026, no horário de Rondônia, com pagamento do boleto até 12/11. O pedido de isenção vai das 9h de 13/10 às 16h de 15/10.

  • 29/09/2026: Publicação do Edital nº 24/2026
  • 13/10 a 15/10/2026: Pedido de isenção da taxa
  • 13/10 a 11/11/2026: Inscrições, até as 16h do último dia
  • 12/11/2026: Último dia para pagar o boleto
  • 06/12/2026: Prova objetiva, pela manhã, em turno único
  • Depois do resultado da objetiva: Convocação para a prova de títulos, com 3 dias para o envio

O edital chama a data da prova de "provável" e não traz cronograma em anexo: o gabarito, os prazos de recurso e a convocação para os títulos saem em comunicados no site do IBGP. Todo recurso tem prazo de 3 dias úteis, das 9h do primeiro dia às 16h do terceiro.

A prova objetiva

A prova é no domingo, 6 de dezembro de 2026, com início às 9h15 e duração de 3 horas. Os portões abrem até 1 hora antes e fecham às 9h00, no horário de Rondônia; quem chega depois está eliminado e não há segunda chamada. Leve documento oficial com foto e caneta esferográfica de tinta azul ou preta, de estrutura transparente. Garrafa de água e lanche entram só em embalagem transparente e sem rótulo.

São 50 questões de múltipla escolha com cinco alternativas (A a E), uma só correta, e todas valem 2 pontos:

Disciplina Questões Pontos
Língua Portuguesa 10 20
Raciocínio Lógico 10 20
Conhecimentos Gerais e Atualidades 5 10
Legislação Educação 10 20
Conhecimentos Específicos 15 30
Total 50 100

As três horas incluem a distribuição da prova, a leitura das instruções e o preenchimento da Folha de Respostas. Reserve uns 15 minutos para marcar a folha com calma: sobram cerca de 3 minutos e 18 segundos por questão. Questão sem resposta, com duas marcações ou com rasura não conta ponto, e não há desconto por erro, então nenhuma questão deve ficar em branco. Banheiro e água só depois de 1 hora do início e até 15 minutos antes do fim. O caderno de questões pode ser levado depois que você terminar.

⚠️ Pegadinha: a Folha de Respostas marcada a lápis ou com tinta de outra cor é anulada, assim como a folha sem assinatura. Quem sai sem entregar a folha preenchida e assinada está eliminado.

O que aprova e o que reprova

A regra da objetiva é uma só: aprova quem fizer no mínimo 50% dos pontos, ou seja, 50 pontos, o que equivale a 25 acertos (item 10.1). Não há nota mínima por disciplina nem eliminação por zerar uma matéria. Não há prova discursiva nem prova prática.

Caso prático. Uma candidata se preparou muito bem para os específicos e acertou 13 das 15 questões (26 pontos). Fez 6 em Português (12 pontos), 3 em Raciocínio Lógico (6 pontos), 2 em Conhecimentos Gerais (4 pontos) e deixou a Legislação de lado, sem nenhum acerto. Somou 48 pontos e ficou fora, apesar do domínio da pedagogia. Duas questões de LDB ou de Estatuto do Magistério, das mais diretas, teriam garantido a aprovação. Quando a régua é o total, não existe disciplina descartável.

A prova de títulos

A segunda etapa existe só para os cargos de nível superior e é classificatória: ninguém é eliminado por não ter título, apenas fica com nota zero nessa etapa (item 9.4.14). A classificação final é a soma da objetiva com os títulos (item 10.3).

Título na área do cargo Pontos Máximo
Doutorado 5,0 1 título
Mestrado 3,0 1 título
Especialização com no mínimo 360 horas 2,0 1 título
Total possível 10,0 não há

Nem todo aprovado manda títulos. Para o Professor (as 330 vagas somadas), o IBGP convoca até 3 vezes o número de vagas, ou seja, 990 candidatos (642 da ampla concorrência, 99 com deficiência, 198 pessoas negras e 51 pessoas idosas), mais os empatados na última posição. O convocado tem 3 dias para enviar, num único arquivo PDF, o formulário do Anexo VII como folha de rosto e os comprovantes.

💡 Dica: a graduação em Pedagogia é requisito e não pontua. Uma especialização de 360 horas na área já vale 2 pontos, o mesmo que uma questão inteira da objetiva. Se você tem o certificado, separe agora o certificado e o histórico, com carga horária e carimbo.

O desempate

Se duas pessoas empatam na nota final, o edital (item 10.4) dá preferência, nesta ordem:

  1. Tem 60 anos ou mais? -> Leva a vaga (Estatuto da Pessoa Idosa, art. 27, parágrafo único)
  2. Mais pontos em Conhecimentos Específicos? -> Leva a vaga
  3. Mais pontos em Língua Portuguesa? -> Leva a vaga
  4. Mais pontos em Legislação? -> Leva a vaga
  5. Mais pontos em Raciocínio Lógico? -> Leva a vaga
  6. Mais pontos em Conhecimentos Gerais? -> Leva a vaga
  7. Exerceu a função de jurado até o fim das inscrições? -> Leva a vaga
  8. Persistindo o empate, vence a maior idade e, por fim, sorteio público

🎯 Como cai: a função de jurado só conta se o comprovante for enviado em PDF pela Área do Candidato até o último dia de inscrição. Depois disso, o critério não pode mais ser alegado.

O concurso vale por 2 anos a partir da homologação, prorrogáveis uma única vez por igual período. Com 165 vagas de cadastro de reserva, quem passa bem colocado tem boas chances de ser chamado durante a validade.

Onde estão os pontos

Os Conhecimentos Específicos (15 questões, 30 pontos) e a Legislação Educação (10 questões, 20 pontos) somam metade da prova e falam a mesma língua: LDB, ECA, BNCC, DCNs, PNE, Piso e Fundeb aparecem nos dois programas. Estudar a lei uma vez serve às duas partes.

A Legislação tem duas normas de Porto Velho que o concorrente de fora raramente estuda: o Estatuto do Magistério Público Municipal (Lei 643/1986) e o Plano Municipal de Educação (Lei 2.228/2015). Nesses capítulos, os dispositivos com prazo, percentual e carga horária vêm transcritos palavra por palavra e há uma tabela de números.

Nos específicos, o programa é largo para só 15 questões: currículo e diretrizes, desenvolvimento e aprendizagem, didática, alfabetização e psicogênese da língua escrita, Educação Infantil, inclusão, avaliação, PPP, gestão democrática, formação docente e noções de primeiros socorros. O programa cita o "Currículo Referência, Educação Infantil e Ensino Fundamental"; o capítulo 100 trata do Referencial Curricular de Rondônia, usado pela rede, e do Currículo Referência de Minas Gerais, documento que tem esse nome.

Plano de estudo

  1. Comece pela Legislação e pelos específicos de currículo. A Constituição (057), a LDB (058 a 063), o ECA (064 a 070), a BNCC (094 a 097) e as DCNs (079, 098 e 099) servem às duas partes da prova ao mesmo tempo.
  2. Leia as leis de Porto Velho com a tabela de números ao lado (088 a 093). É o conteúdo que separa você do concorrente que estudou só a lei federal.
  3. Feche os específicos por bloco: desenvolvimento (104 a 109), didática (110 a 116), alfabetização (117 a 120), Educação Infantil (121 a 125), inclusão (126 a 129), avaliação e gestão (130 a 133) e profissão docente (134 a 141).
  4. Português e Raciocínio Lógico um pouco por dia. São 40 pontos e dependem de treino, não de véspera. Faça as contas com lápis na mão.
  5. Conhecimentos Gerais por último, mas não fora. São 5 questões, com história, geografia e atualidades de Porto Velho e de Rondônia (050 a 056).
  6. Refaça as questões erradas alguns dias depois, lendo o comentário inteiro.

Como esta apostila está organizada

São 141 capítulos e 700 questões, na ordem do programa do edital:

Capítulos Conteúdo
001 Abertura
002 a 027 Língua Portuguesa
028 a 049 Raciocínio Lógico
050 a 056 Conhecimentos Gerais e Atualidades
057 a 075 Constituição, LDB, ECA, LBI e PNE
076 a 087 Piso, Fundeb, DCNs, inclusão, modalidades e educação digital
088 a 093 Estatuto do Magistério e PME de Porto Velho
094 a 103 Currículo e diretrizes
104 a 109 Desenvolvimento e aprendizagem
110 a 116 Didática e trabalho pedagógico
117 a 120 Alfabetização e letramento
121 a 125 Educação Infantil
126 a 129 Inclusão e diversidade
130 a 133 Avaliação, PPP e gestão
134 a 141 Profissão docente, tecnologias e segurança na escola

Todo capítulo de conteúdo segue o mesmo roteiro:

  • Para ver o todo: abertura com o peso do tema; mapa do capítulo
  • Para entender: teoria com o porquê; caso concreto na rotina da escola municipal; lei literal com as palavras-chave em negrito
  • Para decidir rápido: esquemas e fluxos; quadro "Não confunda" com os conceitos vizinhos
  • Para revisar: questão comentada passo a passo; revisão relâmpago; teste de memória
  • Para treinar: cinco questões de A a E; gabarito comentado

Os quadros têm função fixa: 💡 Dica é atalho de raciocínio; ⚠️ Pegadinha é a palavra que costuma ser trocada; 🧠 Mnemônico aparece só onde há lista a decorar; 🎯 Como cai mostra o formato da cobrança. O texto de lei vem no quadro de citação.

Leia o mapa antes da teoria. Na véspera, releia a revisão relâmpago e responda ao teste de memória sem olhar. Leia o gabarito comentado mesmo quando acertar: ele mostra o mecanismo da alternativa errada, que se repete na prova. As respostas estão distribuídas entre as cinco letras; não procure padrão no gabarito.

Revisão relâmpago

  • Códigos 519 (área urbana) a 552 (33 escolas rurais): 330 vagas (165 imediatas), R$ 3.847,97, 30 horas, licenciatura plena em Pedagogia.
  • Só uma inscrição no concurso: escolha uma única lotação.
  • Inscrições de 13/10 a 11/11/2026, até 16h; taxa de R$ 130,00.
  • Prova em 06/12/2026, início às 9h15; portões fecham às 9h00, horário de Rondônia.
  • 50 questões de A a E, todas de peso 2; os específicos valem 30 pontos.
  • Aprova com 50 pontos (25 acertos); não há mínimo por disciplina.
  • Títulos: doutorado 5, mestrado 3, especialização de 360 horas 2; teto de 10 pontos.
  • Desempate: 60 anos ou mais, depois Específicos, Português, Legislação, Raciocínio Lógico e Conhecimentos Gerais.
  • Validade de 2 anos, prorrogável uma vez.

Acompanhe as publicações do concurso no site do IBGP. A Retificação nº 01 (Edital nº 27/2026) já está incorporada neste capítulo, mas outras podem vir, e uma mudança de data ou de conteúdo vale mais do que qualquer apostila.

10 questões comentadas

Questão 1 (Conhecimentos Específicos: Piaget e a epistemologia genética)

Numa atividade com fichas, uma criança de 5 anos vê duas fileiras com o mesmo número de fichas e concorda que são iguais. A professora espalha as fichas de uma delas, e a criança diz que agora essa fileira tem mais. Segundo Piaget, a resposta se explica porque a criança

  • (A) está no estágio sensório-motor e ainda não representa mentalmente os objetos.
  • (B) já está no estágio operatório formal e desconfia dos dados percebidos.
  • (C) ainda não conquistou a conservação, própria do estágio pré-operatório, e se centra no comprimento da fileira.
  • (D) está no estágio operatório concreto e domina a reversibilidade, mas não a classificação.
  • (E) tem déficit de atenção, e por isso não percebe que o número de fichas permanece o mesmo.
Ver gabarito comentado

Gabarito: C. Comentário: a criança de 5 anos está no pré-operatório, em que ainda não há conservação do número e o pensamento se centra em um único aspecto, aqui o comprimento da fileira. O sensório-motor é anterior e não explica a conversa sobre as fichas. No operatório formal, a criança já conserva e raciocina sobre hipóteses. No operatório concreto ela conserva, o que contraria a resposta que deu. Atribuir o erro a déficit de atenção é rótulo sem base: o erro é típico da faixa etária e mostra a lógica própria do estágio.

Questão 2 (Conhecimentos Específicos: Piaget e a epistemologia genética)

Uma criança que só conhecia cachorros chama o gato de "au-au". Ao ouvir que o gato mia, ela passa a diferenciar os dois animais e cria um esquema novo para o gato. Esse segundo momento corresponde, na teoria de Piaget, à

  • (A) assimilação, pois a criança incorpora o gato ao esquema que já tinha.
  • (B) organização, pois a criança agrupa ações em sistemas fixos que dispensam mudança.
  • (C) acomodação, pois a criança modifica seus esquemas para dar conta do que é novo.
  • (D) centração, pois a criança foca um só aspecto do animal.
  • (E) egocentrismo, pois a criança não consegue se colocar no ponto de vista do outro.
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Gabarito: C. Comentário: mudar o esquema para dar conta do que é novo, diferenciando o gato do cachorro, é acomodação. Incorporar o gato ao esquema que já existia, chamando-o de "au-au", foi o primeiro momento, de assimilação. A organização é a tendência de agrupar ações e ideias em sistemas, e esses sistemas se modificam. A centração é uma característica do pré-operatório, que não nomeia o processo descrito. O egocentrismo é a dificuldade de assumir o ponto de vista alheio, tema diferente do ajuste de esquemas.

Questão 3 (Conhecimentos Específicos: Piaget e a epistemologia genética)

Uma criança de 6 anos afirma que as regras do jogo de bolinhas foram feitas pelos adultos, são sagradas e não podem ser mudadas, mesmo que todos os jogadores concordem. Essa atitude revela, segundo Piaget,

  • (A) autonomia moral, que decorre da cooperação entre iguais.
  • (B) anomia, que se caracteriza pela ausência de qualquer regra seguida.
  • (C) pensamento hipotético-dedutivo aplicado à ética.
  • (D) heteronomia moral, em que a regra vem de fora e é tida como imutável.
  • (E) moral pós-convencional, baseada em princípios éticos universais.
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Gabarito: D. Comentário: tomar a regra como vinda dos adultos, sagrada e imutável é a heteronomia, típica do pré-operatório. A autonomia moral exige ver a regra como acordo entre iguais, mutável por consenso. A anomia é o momento anterior, de ausência de regras coletivas seguidas. O pensamento hipotético-dedutivo é do estágio formal e não descreve a atitude da criança. A moral pós-convencional pertence à teoria de Kohlberg, não à de Piaget, e supõe princípios universais que uma criança de 6 anos não constrói.

Questão 4 (Conhecimentos Específicos: Piaget e a epistemologia genética)

Uma aluna de 9 anos ordena tiras de papel do menor ao maior tamanho, entende que despejar água de um copo em outro não altera a quantidade e consegue explicar o caminho inverso. Contudo, tem dificuldade com problemas abstratos sem material. Em que estágio ela se encontra?

  • (A) Sensório-motor.
  • (B) Pré-operatório.
  • (C) Operatório formal.
  • (D) Estágio das operações simbólicas, que antecede o pré-operatório.
  • (E) Operatório concreto.
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Gabarito: E. Comentário: ordenar por tamanho (seriação), conservar a quantidade e explicar o caminho inverso (reversibilidade) são conquistas do operatório concreto, que ainda depende de material concreto para os problemas. O sensório-motor é anterior à linguagem e às operações. O pré-operatório ainda não conserva. O operatório formal permitiria lidar com problemas abstratos sem material. "Operações simbólicas" não é estágio da teoria de Piaget.

Questão 5 (Conhecimentos Específicos: Piaget e a epistemologia genética)

Uma professora do 2º ano deseja aplicar a teoria de Piaget no ensino de Matemática. Qual conduta está de acordo com essa teoria?

  • (A) Propor situações-problema que gerem desequilíbrio e usar os erros como pista do raciocínio da criança.
  • (B) Apresentar a regra pronta e exigir memorização, para que os erros sejam evitados desde o início.
  • (C) Deixar a criança descobrir sozinha, sem perguntas nem intervenção, para não interferir na construção.
  • (D) Comparar o desempenho dos alunos em uma classificação, para despertar o conflito entre eles.
  • (E) Reforçar com prêmios cada resposta certa, para que o comportamento correto se fixe.
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Gabarito: A. Comentário: situações-problema provocam desequilíbrio, motor da construção do conhecimento, e o erro mostra a hipótese da criança, por isso é aproveitado. Dar a regra pronta e exigir memorização nega o papel ativo do aluno. Deixar a criança sozinha, sem perguntas, ignora a função do professor em organizar situações. Classificar alunos por desempenho cria competição e não é o caminho piagetiano, que valoriza a cooperação. Premiar cada acerto para fixar o comportamento é a lógica do condicionamento operante, de Skinner.

Questão 6 (Conhecimentos Específicos: Alfabetização e letramento: conceitos e psicogênese da língua escrita)

Uma criança do 1º ano escreve "OA" para a palavra "bola" e "AAI" para a palavra "banana", e explica que "cada letra é um pedaço da palavra". Segundo a psicogênese da língua escrita, essa produção indica o nível:

  • (A) pré-silábico, porque a criança ainda não relaciona as letras aos sons da fala.
  • (B) silábico-alfabético, porque a criança já usa mais de uma letra para algumas sílabas.
  • (C) alfabético, porque as vogais de cada palavra estão representadas na escrita.
  • (D) silábico sem valor sonoro convencional, porque as letras são quaisquer e só a quantidade acompanha as sílabas.
  • (E) silábico com valor sonoro, porque cada letra representa uma sílaba oral e coincide com um som da sílaba.
Ver gabarito comentado

Gabarito: E. Cada letra representa uma sílaba da palavra falada, e as letras escolhidas (as vogais) coincidem com um dos sons da sílaba: é o nível silábico com valor sonoro. O pré-silábico não relaciona letras a sons; o silábico-alfabético exigiria algumas sílabas com mais de uma letra, o que não ocorre nas duas escritas; o alfabético pediria a representação dos sons das consoantes também; e o silábico sem valor sonoro usaria letras quaisquer, enquanto aqui as letras escolhidas são as vogais de cada sílaba.

Questão 7 (Conhecimentos Específicos: Alfabetização e letramento: conceitos e psicogênese da língua escrita)

Sobre os conceitos de alfabetização e letramento, de acordo com a perspectiva de Magda Soares, é correto afirmar que:

  • (A) o letramento só deve começar quando a criança concluir a alfabetização, pois depende do domínio completo do código.
  • (B) a alfabetização designa o uso social da escrita, e o letramento, a aprendizagem das relações entre letras e sons.
  • (C) são processos distintos e indissociáveis, que devem ocorrer ao mesmo tempo, com o ensino do sistema de escrita dentro de práticas reais de leitura e escrita.
  • (D) a boa convivência com textos dispensa o ensino sistemático das relações entre sons e letras na fase inicial.
  • (E) são sinônimos, e o ensino do código deve ser evitado até o terceiro ano do ensino fundamental.
Ver gabarito comentado

Gabarito: C. Para Soares, alfabetizar e letrar são processos distintos, mas simultâneos e indissociáveis: o sistema de escrita é aprendido em situações reais de uso. Dizer que o letramento só começa depois da alfabetização separa em etapas o que deve caminhar junto; trocar os conceitos inverte a definição; afirmar que o contato com textos dispensa o ensino sistemático desconsidera a especificidade da alfabetização, que Soares defende; e tratar os dois como sinônimos, adiando o código, apaga a distinção que a autora faz.

Questão 8 (Conhecimentos Específicos: Alfabetização e letramento: conceitos e psicogênese da língua escrita)

Numa turma do 2º ano, uma criança escreve "CAZA" para "casa" e "XAVE" para "chave", mas lê e escreve frases curtas com facilidade. A atitude do professor mais adequada, segundo a psicogênese e o conceito de alfabetização, é:

  • (A) concluir que a criança ainda está no nível silábico e retomar as atividades com sílabas soltas.
  • (B) compreender que a criança já entende o princípio alfabético e planejar o trabalho de ortografia, sem tratar a escrita como falta de alfabetização.
  • (C) propor a cópia repetida das palavras até que a criança deixe de errar, antes de pedir qualquer escrita de texto.
  • (D) considerar a criança não alfabetizada e adiar as atividades de produção de textos para o ano seguinte.
  • (E) tratar os erros como falta de atenção e exigir que a criança corrija sozinha, comparando com o texto do quadro.
Ver gabarito comentado

Gabarito: B. As escritas "CAZA" e "XAVE" mostram que a criança já compreendeu que as letras representam os sons (princípio alfabético); o que falta é a convenção ortográfica, que se consolida com trabalho específico. Considerá-la silábica ou não alfabetizada ignora o que a produção revela, a cópia repetida sem escrita de textos afasta a criança do sentido da escrita, e tratar o erro como desatenção ignora que ele revela uma hipótese sobre a ortografia.

Questão 9 (Conhecimentos Específicos: Alfabetização e letramento: conceitos e psicogênese da língua escrita)

Sobre a consciência fonológica e a psicogênese, analise as assertivas.

I. A consciência fonológica envolve perceber rimas, sílabas e fonemas na fala e contribui para a compreensão do princípio alfabético.

II. Para Ferreiro e Teberosky, as escritas do nível pré-silábico mostram que a criança não pensa sobre a escrita, e por isso devem ser eliminadas com a cópia.

III. Para Ferreiro e Teberosky, a criança constrói hipóteses sobre a escrita mesmo antes de ler convencionalmente.

Está correto o que se afirma em:

  • (A) I e II, apenas.
  • (B) II, apenas.
  • (C) I e III, apenas.
  • (D) I, II e III.
  • (E) II e III, apenas.
Ver gabarito comentado

Gabarito: C. A primeira assertiva descreve corretamente a consciência fonológica. A segunda inverte a teoria: no pré-silábico a criança pensa sobre a escrita, e o erro é construtivo, não algo a eliminar por cópia. A terceira reflete a ideia central da pesquisa, a de que a criança elabora hipóteses antes de ler convencionalmente.

Questão 10 (Conhecimentos Específicos: Alfabetização e letramento: conceitos e psicogênese da língua escrita)

Uma professora do 1º ano trabalha com receitas, bilhetes e rótulos da cozinha da escola e, em dias fixos, propõe atividades planejadas de análise de sílabas, rimas e relação entre sons e letras. Essa prática corresponde à concepção de:

  • (A) método global puro, em que o aluno aprende apenas por textos inteiros, sem análise das unidades menores da palavra.
  • (B) método silábico estrito, em que o ensino se limita a famílias silábicas e à memorização de sílabas isoladas.
  • (C) método fônico estrito, em que se ensinam apenas as relações entre fonemas e grafemas, sem textos reais.
  • (D) alfabetizar letrando, em que o ensino sistemático do sistema de escrita convive com o uso de textos reais.
  • (E) letramento sem alfabetização, em que o foco recai só no uso social, e o código surge por si mesmo.
Ver gabarito comentado

Gabarito: D. A prática une o uso de textos com função social (receitas, bilhetes, rótulos) ao ensino planejado das relações entre sons e letras, que é o que se chama alfabetizar letrando. O método global puro dispensaria a análise das unidades menores; o silábico estrito ficaria só nas famílias silábicas; o fônico estrito ficaria só nas relações entre fonemas e grafemas, sem textos reais; e o letramento sem alfabetização deixaria o código "surgir por si mesmo", o que contraria a necessidade de ensino sistemático.

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