Amostra grátis da apostila Curitiba 2026: Agente Administrativo
Atualizado em 07/11/2026 · por Mateus Vazzoller, ESCUDO Concursos
Esta é uma amostra do curso em PDF Curitiba 2026: Agente Administrativo: a apresentação da apostila, como a prova funciona e 10 questões com gabarito comentado, do jeito que estão no material.
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O programa de Língua Portuguesa do Edital Normativo nº 4/2026 abre pelo item 1.1.2, que trata da comunicação e das variações linguísticas. É um tópico de vocabulário técnico: quase toda questão se resolve sabendo o nome exato do elemento, da função ou do tipo de variação. A Fundação FAFIPA costuma dar uma situação banal, uma placa, um anúncio, uma fala de rua, um verbete de dicionário, e pedir a classificação certa. Quem sabe reconhecer o fenômeno mas não sabe nomeá-lo perde a questão.
Mapa do capítulo
Comunicação, linguagem e variações linguísticas
- Processo de comunicação
- seis elementos: emissor, receptor, mensagem, código, canal, referente
- canal é meio físico; código é sistema de signos
- ruído: tudo que prejudica a transmissão
- Língua, linguagem e fala
- linguagem: capacidade de usar signos, verbal ou não verbal
- língua: sistema social e estável
- fala: uso individual e concreto
- Funções da linguagem
- cada função se centra em um elemento
- vale a função predominante
- Variações linguísticas
- diatópica, diastrática, diafásica, diacrônica
- Níveis e preconceito
- formal x informal conforme a adequação
- gíria, jargão, regionalismo, gerundismo
O processo de comunicação e seus seis elementos
Comunicar é transmitir uma mensagem de alguém para alguém por meio de um código compartilhado. Quando esse percurso se completa, dizemos que houve comunicação; quando falha, houve ruído. O modelo que as bancas cobram tem seis elementos, e vale fixar cada um por uma pergunta simples.
| Elemento | Pergunta que o identifica | Exemplo |
|---|---|---|
| emissor | quem produz a mensagem? | o servidor que redige o ofício |
| receptor | a quem a mensagem se dirige? | o cidadão que recebe a notificação |
| mensagem | o que é dito? | o conteúdo do ofício |
| código | em que sistema de signos? | a língua portuguesa escrita |
Faltam dois, que ficaram fora da tabela apenas para respeitar o limite de colunas. O canal, também chamado de contato, é o meio físico por onde a mensagem circula: o papel, o telefone, o correio eletrônico, a voz no ar. E o referente, também chamado de contexto, é o assunto de que a mensagem trata, aquilo a que ela se refere no mundo.
A confusão que a banca explora é entre canal e código. Canal é meio físico, código é sistema de signos. Numa ligação telefônica, o canal é a linha telefônica e o código é a língua falada. Num cartaz, o canal é o próprio cartaz e o código pode ser verbal, não verbal ou os dois ao mesmo tempo.
Chama-se ruído tudo aquilo que prejudica a transmissão: um barulho externo, uma letra ilegível, uma palavra técnica que o receptor desconhece, um mal-entendido cultural. O ruído não é apenas sonoro; ele pode ser físico, semântico ou psicológico.
⚠️ Pegadinha: a banca troca canal por código. Se a pergunta é "por onde a mensagem circula?", a resposta é canal (papel, linha telefônica, ar). Se é "em que sistema de signos?", a resposta é código (a língua, o desenho, o gesto). Numa placa de trânsito, o canal é a própria placa e o código é o desenho mais a palavra.
Língua, linguagem e fala
Três conceitos que parecem sinônimos e não são.
Linguagem é a capacidade humana de se comunicar por signos, em qualquer sistema. Existe linguagem verbal, que usa a palavra, e linguagem não verbal, que usa imagem, gesto, cor, som, sinal de trânsito. Quando as duas se combinam no mesmo texto, como no cartaz que traz desenho e frase, fala-se em linguagem mista ou híbrida.
Língua é o sistema de signos de uma comunidade, socialmente partilhado e relativamente estável: o português, o guarani, o inglês. Ninguém inventa sozinho a língua, e ninguém a modifica por decisão individual.
Fala é a realização concreta e individual da língua, o uso que cada pessoa faz do sistema em cada situação. É na fala que a língua se transforma, lentamente, até que a mudança seja incorporada pela gramática.
As funções da linguagem
Toda mensagem tem uma intenção dominante, e cada intenção corresponde a uma função da linguagem, associada a um dos elementos da comunicação.
- Função emotiva ou expressiva: centrada no emissor. Predominam a primeira pessoa, as exclamações e as marcas de subjetividade. É a função do diário, da carta pessoal, do desabafo.
- Função referencial ou denotativa: centrada no referente. Informa de modo objetivo, em terceira pessoa, sem juízo de valor. É a função da notícia, do relatório, do verbete enciclopédico.
- Função conativa ou apelativa: centrada no receptor. Quer convencer, influenciar, mandar. Predominam o vocativo e o imperativo. É a função da propaganda e da campanha institucional.
- Função fática: centrada no canal. Serve para abrir, testar ou manter o contato, e não para informar. São exemplos "alô", "está me ouvindo?" e a conversa sobre o tempo no elevador.
- Função metalinguística: centrada no código. O código explica a si mesmo. O dicionário é o exemplo clássico, assim como a gramática que fala da língua e o filme que fala de cinema.
- Função poética: centrada na mensagem. O modo de dizer importa tanto quanto o que se diz. Aparece na literatura, mas também em slogans e manchetes trabalhadas.
As funções não se excluem. Num anúncio de vacinação há função conativa dominante, mas pode haver função referencial nos dados e função poética no bordão. A questão pergunta pela função predominante, e é esse adjetivo que decide a resposta.
- Emotiva (centrada no emissor): diário; carta pessoal; desabafo; primeira pessoa
- Referencial (centrada no referente): notícia; relatório; verbete; terceira pessoa
- Conativa (centrada no receptor): propaganda; campanha; ordem; vocativo e imperativo
- Fática (centrada no canal): alô; está me ouvindo?; conversa de elevador
- Metalinguística (centrada no código): dicionário; gramática; filme sobre cinema
- Poética (centrada na mensagem): poema; slogan; manchete trabalhada
⚠️ Pegadinha: a pergunta é sempre pela função predominante. Um anúncio de vacina informa dados (referencial) e tem bordão rimado (poética), mas o que domina é convencer o receptor: conativa. Não marque a função que aparece, marque a que manda no texto.
💡 Dica: para achar a função, pergunte primeiro "o texto quer fazer o quê?" e depois "para quem ou para o quê ele aponta?". Dicionário aponta para o código; "alô" aponta para o canal; "compre agora" aponta para o receptor.
As quatro variações linguísticas
A língua não é uniforme. Ela varia conforme o lugar, o grupo social, a situação e o tempo. A classificação que a prova cobra tem quatro entradas, e cada uma tem um nome técnico e um nome comum.
Variação diatópica ou geográfica. Decorre do espaço. É o sotaque, o vocabulário regional, a construção típica de uma área. O mesmo pão recebe nomes diferentes em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Rio Grande do Sul. Em Curitiba, "piá" e "vina" são exemplos correntes dessa variação.
Variação diastrática ou social. Decorre do grupo a que o falante pertence: faixa etária, escolaridade, profissão, classe. As gírias juvenis e os jargões profissionais entram aqui. O médico que fala em "quadro álgico" e o mecânico que fala em "folga do cabeçote" usam jargões, isto é, vocabulários próprios de um grupo profissional.
Variação diafásica, de registro ou situacional. Decorre da situação de comunicação. A mesma pessoa fala de um jeito na audiência e de outro na mesa do almoço. É a variação que sustenta a noção de adequação: não existe registro certo em abstrato, existe registro adequado àquela situação.
Variação diacrônica ou histórica. Decorre da passagem do tempo. O percurso de "vossa mercê" até "vosmecê", "você" e "cê" mostra a língua se transformando ao longo dos séculos. Também é diacrônica a mudança de sentido de palavras como "vilão", que já significou apenas habitante da vila.
- A diferença vem do lugar onde o falante vive (piá, vina, sotaque)? -> Diatópica
- Vem do grupo social, da idade ou da profissão (gíria, jargão)? -> Diastrática
- Vem da situação: a mesma pessoa fala diferente na audiência e no almoço? -> Diafásica
- Vem da passagem do tempo (vossa mercê, você, cê)? -> Diacrônica
- Nenhuma das quatro: releia se o enunciado trata mesmo de variação
🧠 Mnemônico: os radicais gregos dizem o que cada variação mede. Diatópica traz topos, lugar. Diastrática traz estrato, camada social. Diafásica traz fala, a situação em que se fala. Diacrônica traz cronos, tempo. Quatro variações, quatro radicais, um para cada.
⚠️ Pegadinha: a banca troca diafásica por diacrônica e faz as duas parecerem a mesma coisa. Diafásica é a situação (formal ou informal, no mesmo momento da história); diacrônica é o tempo (a língua de hoje contra a de séculos atrás).
🎯 Como cai: o perfil da FAFIPA (Português) mostra que a banca exige o nome técnico do fenômeno, e aqui isso significa chamar a variação pelo termo exato: diatópica, diastrática, diafásica ou diacrônica. Em assertivas numeradas, costuma adulterar só uma, trocando o fator da variação.
Níveis de linguagem e o preconceito linguístico
Dentro da variação de registro, distinguem-se dois níveis principais.
O nível formal ou culto observa a norma-padrão: concordância completa, colocação pronominal conforme a gramática, vocabulário preciso, período bem construído. É o nível exigido no documento oficial, na prova discursiva e na entrevista de emprego. "Comprei-o ontem" pertence a esse nível.
O nível informal, coloquial ou popular privilegia a espontaneidade e a proximidade. Admite reduções, repetições, gírias e construções que a norma-padrão não abona, como "comprei ele ontem". Não é um nível inferior, e sim outro registro, apropriado a outra situação.
Daí decorre uma noção que a banca gosta de cobrar pelo nome: o preconceito linguístico é a desqualificação social de quem fala uma variedade diferente da prestigiada. A linguística descreve as variedades sem hierarquizá-las; a gramática normativa prescreve uma delas, a norma-padrão, para os usos formais. As duas coisas convivem, e afirmar que uma variedade regional é "errada" confunde adequação com correção.
Vale distinguir ainda três realizações vizinhas que caem juntas:
- Gíria: vocabulário de um grupo, em geral jovem, marcado pela criatividade e pela rápida renovação.
- Jargão: vocabulário técnico de uma profissão ou de uma área do saber.
- Regionalismo: palavra ou construção própria de uma região.
E há o caso do gerundismo, construção do tipo "vou estar encaminhando o processo", que a norma culta rejeita porque o gerúndio indica ação em curso e o enunciado pretende falar de um fato futuro e pontual. A forma adequada é "vou encaminhar" ou "encaminharei".
Não confunda
| Vizinhos | Onde a banca mistura | Como separar |
|---|---|---|
| Canal e código | os dois "transportam" a mensagem | canal é o meio físico (papel, telefone); código é o sistema de signos (a língua, o desenho) |
| Linguagem, língua e fala | parecem sinônimos | linguagem é a capacidade de usar signos; língua é o sistema social; fala é o uso individual |
| Função fática e função conativa | as duas se dirigem ao interlocutor | fática cuida do canal (alô, está me ouvindo?); conativa quer influenciar o receptor |
| Variação diafásica e diacrônica | "fase" lembra "tempo" | diafásica é a situação; diacrônica é o tempo histórico |
| Gíria, jargão e regionalismo | os três são vocabulário "diferente" | gíria é de grupo, em geral jovem; jargão é de profissão; regionalismo é de região |
| Adequação e correção | "formal é certo, informal é errado" | não há registro certo em abstrato: o adequado à situação é o correto |
Questão comentada
Questão (estilo FAFIPA, com lacunas). Ao atender uma ligação e dizer "Alô? Está me ouvindo bem?", o servidor busca verificar se a ligação funciona. Nessa fala, predomina a função da linguagem ________, centrada no ________.
- (A) emotiva; emissor
- (B) conativa; receptor
- (C) referencial; referente
- (D) metalinguística; código
- (E) fática; canal
Resolução passo a passo.
- O que o enunciado pede. Duas lacunas que precisam combinar: o nome da função e o elemento da comunicação em que ela se centra.
- Onde está a regra. Cada função da linguagem se centra em um elemento. A que serve para abrir, testar ou manter o contato é a fática, e o elemento que ela cuida é o canal.
- Aplicação. O servidor não informa nada nem tenta convencer: só verifica se o meio por onde a voz passa está funcionando. Isso é o traço da função fática, centrada no canal.
- Conferência. Relido o par, "fática" com "canal" é o único em que função e elemento correspondem ao que a fala faz.
Gabarito: E.
Por que cada distrator erra.
- A) emotiva; emissor: o par é coerente entre si, mas a fala não exprime sentimento nem subjetividade do emissor.
- B) conativa; receptor: quem tenta convencer ou mandar usa imperativo e vocativo. Aqui há só um teste de contato.
- C) referencial; referente: exigiria informar algo sobre o mundo, e a pergunta não informa nada.
- D) metalinguística; código: exigiria que a fala explicasse a própria língua, como num dicionário.
Revisão relâmpago
- Seis elementos da comunicação: emissor, receptor, mensagem, código, canal e referente.
- Canal é meio físico; código é sistema de signos. Ruído é tudo que prejudica a transmissão.
- Linguagem é a capacidade; língua é o sistema social; fala é o uso individual.
- Funções e elementos: emotiva (emissor), referencial (referente), conativa (receptor), fática (canal), metalinguística (código), poética (mensagem).
- A questão pede a função predominante, não a que aparece de passagem.
- Variações: diatópica (lugar), diastrática (grupo social), diafásica (situação), diacrônica (tempo).
- Gíria é de grupo, jargão é de profissão, regionalismo é de região.
- O registro formal segue a norma-padrão; o informal é outro registro, não um registro inferior. O critério é a adequação.
- Preconceito linguístico é desqualificar quem fala uma variedade diferente da prestigiada.
- Gerundismo ("vou estar encaminhando") é rejeitado pela norma culta: use "vou encaminhar".
Teste de memória
- Qual é a diferença entre canal e código? Canal é o meio físico por onde a mensagem circula; código é o sistema de signos em que ela é escrita.
- Qual função se centra no canal? A função fática, que abre, testa ou mantém o contato.
- Qual variação decorre do período histórico? A diacrônica.
- Gíria e jargão são variação de que tipo? Social, ou diastrática: a gíria de um grupo, em geral jovem, e o jargão de uma profissão.
- O que é preconceito linguístico? Desqualificar socialmente quem fala uma variedade diferente da prestigiada.
- Por que "vou estar encaminhando" é rejeitado pela norma culta? Porque o gerúndio indica ação em curso e o enunciado fala de fato futuro e pontual; o certo é "vou encaminhar".
Questões
Questão 1. A respeito dos elementos do processo de comunicação, o meio físico por onde a mensagem circula entre o emissor e o receptor denomina-se:
- (A) código.
- (B) canal.
- (C) referente.
- (D) mensagem.
- (E) repertório.
Questão 2. À luz do estudo das variações linguísticas, analise as afirmativas a seguir.
I. A variação diatópica decorre da região geográfica em que vive o falante.
II. A variação diastrática decorre do grupo social a que o falante pertence.
III. A variação diafásica decorre do período histórico em que a língua é usada.
IV. A passagem de "vossa mercê" a "você" ilustra a variação diacrônica.
Está correto o que se afirma em:
- (A) I e II, apenas.
- (B) II e III, apenas.
- (C) I, III e IV, apenas.
- (D) I, II e IV, apenas.
- (E) I, II, III e IV.
Questão 3. Acerca das funções da linguagem, o verbete de dicionário que define uma palavra por meio de outras palavras da mesma língua realiza predominantemente a função:
- (A) emotiva.
- (B) conativa.
- (C) fática.
- (D) metalinguística.
- (E) poética.
Questão 4. Tendo por norte a relação entre norma-padrão e variedades linguísticas, assinale a alternativa INCORRETA.
- (A) A norma-padrão é a variedade de maior prestígio social e a exigida na redação de documentos oficiais.
- (B) Gírias e jargões são manifestações de variação social, ligadas respectivamente a grupos etários e a grupos profissionais.
- (C) A variedade regional de uma comunidade configura erro de língua, por afastar-se da gramática normativa.
- (D) A adequação ao contexto é o critério que orienta a escolha entre o registro formal e o informal.
- (E) O nível coloquial privilegia a espontaneidade e a proximidade entre os interlocutores.
Questão 5. Uma placa de sinalização da Prefeitura reúne o desenho de um pedestre atravessando a via e a palavra "atenção". Quanto ao código empregado, essa placa exemplifica linguagem:
- (A) mista, por reunir o código verbal e o código não verbal.
- (B) não verbal, porque a imagem prevalece sobre a palavra escrita.
- (C) verbal, porque a palavra escrita basta para o entendimento da placa.
- (D) metalinguística, porque o código utilizado explica a si mesmo.
- (E) fática, porque a placa se limita a manter o contato com o leitor.
Gabarito comentado
1. B. Canal, também chamado de contato, é o meio físico por onde a mensagem trafega, como o papel, o cabo telefônico ou o ar. A opção que fala em código erra porque código é o sistema de signos empregado, e não o suporte; referente é o assunto tratado; mensagem é o próprio conteúdo transmitido; e repertório, conjunto de conhecimentos prévios do interlocutor, não integra a lista dos seis elementos cobrados.
2. D. As afirmativas I, II e IV estão corretas: a variação geográfica se chama diatópica, a social se chama diastrática e a mudança de "vossa mercê" para "você" é caso típico de variação diacrônica. A afirmativa III é a adulterada, porque a variação diafásica decorre da situação de comunicação, isto é, do registro, e não do período histórico, que corresponde à variação diacrônica. Por isso ficam fora as combinações que incluem a terceira afirmativa e também a que retém apenas as duas primeiras.
3. D. A função metalinguística ocorre quando o código é usado para explicar o próprio código, e o dicionário é o exemplo clássico, pois define palavras da língua portuguesa por meio de outras palavras da língua portuguesa. A opção que fala em função emotiva erra porque essa função se centra nos sentimentos do emissor; a conativa se dirige ao receptor para persuadi-lo; a fática apenas mantém o canal aberto; e a poética põe o foco no modo de construir a mensagem.
4. C. Dizer que a variedade regional configura erro de língua é exatamente o que a descrição linguística rejeita: variedade regional é forma de variação diatópica, plenamente sistemática, e o que se avalia é a adequação ao contexto, não a correção intrínseca. As demais afirmações são verdadeiras, pois a norma-padrão é de fato a variedade prestigiada e exigida nos documentos oficiais, gíria e jargão são manifestações de variação social, a adequação orienta a escolha do registro e o coloquial privilegia a espontaneidade.
5. A. A placa reúne imagem, que é código não verbal, e palavra escrita, que é código verbal, configurando linguagem mista ou híbrida. Classificá-la apenas como não verbal ignora a palavra presente, e classificá-la apenas como verbal ignora o desenho, que carrega parte essencial da informação. A resposta que invoca a metalinguagem confunde código com explicação do código, e a que invoca a função fática atribui à placa a mera manutenção de contato, quando ela transmite conteúdo e orienta conduta.
10 questões comentadas
Questão 1 (Conhecimentos Específicos: Direção: liderança, motivação e delegação)
A respeito da direção como função administrativa, assinale a alternativa correta.
- (A) A direção é função impessoal, voltada à comparação entre resultados alcançados e padrões estabelecidos.
- (B) A direção é a função interpessoal do processo administrativo e se realiza por meio da comunicação, da liderança e da motivação.
- (C) A direção é exercida apenas no nível institucional, não alcançando os níveis intermediário e operacional.
- (D) A direção antecede o planejamento no ciclo administrativo, por ser a função que define os objetivos organizacionais.
- (E) A direção corresponde ao agrupamento lógico das atividades e à definição de autoridades e responsabilidades.
Questão 2 (Conhecimentos Específicos: Direção: liderança, motivação e delegação)
Acerca dos estilos básicos de liderança descritos por Lewin, White e Lippitt, assinale a alternativa correta.
- (A) Na liderança liberal, o líder centraliza as decisões e impõe suas ordens ao grupo.
- (B) Na liderança democrática, o líder se abstém de orientar o grupo e não exerce qualquer controle sobre as atividades.
- (C) Na liderança autocrática, o líder incentiva a participação do grupo nas decisões e promove comunicação aberta.
- (D) Na liderança autocrática, o líder centraliza as decisões e impõe ordens, e o trabalho tende a progredir apenas na presença do líder.
- (E) Os três estilos são excludentes, de modo que o líder que adota um deles fica impedido de recorrer aos demais em qualquer situação.
Questão 3 (Conhecimentos Específicos: Direção: liderança, motivação e delegação)
Tendo por norte a teoria dos dois fatores de Frederick Herzberg, assinale a alternativa correta.
- (A) Salário, condições físicas de trabalho e políticas da organização são fatores motivacionais e, quando adequados, produzem satisfação duradoura.
- (B) Reconhecimento, responsabilidade e crescimento profissional são fatores higiênicos e apenas evitam a insatisfação.
- (C) A teoria sustenta que o oposto da satisfação é necessariamente a insatisfação, não existindo estado intermediário.
- (D) Os fatores higiênicos são intrínsecos ao conteúdo do trabalho, enquanto os motivacionais são extrínsecos e ligados ao ambiente.
- (E) Os fatores higiênicos são extrínsecos e, quando adequados, evitam a insatisfação sem gerar motivação, ao passo que os fatores motivacionais são intrínsecos e produzem satisfação.
Questão 4 (Conhecimentos Específicos: Direção: liderança, motivação e delegação)
Sobre liderança, motivação e delegação, analise as afirmativas a seguir.
I. O poder de referência decorre da identificação dos liderados com o líder, e não da posição hierárquica por ele ocupada.
II. Na teoria da expectativa de Vroom, a motivação depende da expectativa, da instrumentalidade e da valência atribuída à recompensa.
III. Ao delegar uma atribuição, o delegante transfere integralmente a responsabilidade pelo resultado, nada lhe podendo ser exigido depois.
IV. A teoria Y de McGregor parte do pressuposto de que o trabalho é natural e de que as pessoas são capazes de autodireção.
Assinale a alternativa correta.
- (A) I e III, apenas.
- (B) II e III, apenas.
- (C) III e IV, apenas.
- (D) I, II e IV, apenas.
- (E) I, II, III e IV.
Questão 5 (Conhecimentos Específicos: Direção: liderança, motivação e delegação)
Acerca do processo decisório nas organizações, assinale a alternativa correta.
- (A) Decisões programadas são as que enfrentam problemas inéditos e exigem análise aprofundada, predominando no nível estratégico.
- (B) Decisões não programadas são rotineiras e estão documentadas em manuais e procedimentos padronizados.
- (C) Decisões programadas são rotineiras e apoiadas em procedimentos preestabelecidos, predominando no nível operacional, ao passo que as não programadas enfrentam situações excepcionais e exigem mais informação e análise.
- (D) A condição de certeza é aquela em que o gestor não dispõe de informações suficientes sobre as consequências das alternativas.
- (E) O modelo racional de decidir dispensa a análise de alternativas, apoiando-se na primeira solução que ocorre ao gestor.
Questão 6 (Conhecimentos Específicos: Tabela de temporalidade, avaliação e destinação de documentos)
Acerca da tabela de temporalidade de documentos, assinale a alternativa correta.
- (A) A tabela de temporalidade resulta da atividade de avaliação, determina os prazos de guarda em cada arquivo e a destinação final dos documentos, e deve ser aprovada por autoridade competente.
- (B) A tabela de temporalidade é elaborada na fase de produção e independe de qualquer aprovação.
- (C) Existe uma tabela de temporalidade nacional única, de observância obrigatória por todos os órgãos públicos e privados do país.
- (D) A tabela de temporalidade indica apenas os documentos a eliminar, sem tratar dos que serão recolhidos à guarda permanente.
- (E) A tabela de temporalidade é elaborada por comissão temporária, dissolvida imediatamente após a sua aprovação.
Questão 7 (Conhecimentos Específicos: Tabela de temporalidade, avaliação e destinação de documentos)
Sobre a avaliação documental e os valores atribuídos aos documentos, assinale a alternativa correta.
- (A) A avaliação é atividade típica do arquivo permanente, no qual se decide a eliminação dos documentos já recolhidos.
- (B) O valor primário é o interesse histórico e informativo do documento para a pesquisa e a memória institucional.
- (C) A avaliação desenvolve-se nas fases corrente e intermediária, cabendo à comissão permanente de avaliação de documentos, e identifica os valores primário e secundário do documento.
- (D) Todo documento adquire, ao final do prazo de guarda, valor secundário, razão pela qual a eliminação é medida excepcional.
- (E) Avaliar é sinônimo de eliminar, pois a avaliação sempre culmina no descarte do documento.
Questão 8 (Conhecimentos Específicos: Tabela de temporalidade, avaliação e destinação de documentos)
A respeito da eliminação de documentos produzidos por instituições públicas, assinale a alternativa correta.
- (A) A eliminação é decidida isoladamente pelo setor produtor, que conhece melhor a utilidade dos documentos.
- (B) A eliminação será realizada mediante autorização da instituição arquivística pública, na sua específica esfera de competência.
- (C) A eliminação dispensa qualquer forma de publicidade, por se tratar de ato interno da Administração.
- (D) A eliminação pode recair sobre documentos de valor permanente, desde que microfilmados previamente.
- (E) A eliminação independe de listagem prévia, bastando o registro em termo lavrado após o descarte.
Questão 9 (Conhecimentos Específicos: Tabela de temporalidade, avaliação e destinação de documentos)
Julgue os itens a seguir, sobre prazos de guarda e destinação documental, atribuindo (V) para verdadeiro e (F) para falso.
( ) Os prazos de guarda podem ter caráter prescricional ou precaucional.
( ) A passagem pelo arquivo intermediário é obrigatória para todos os documentos antes do recolhimento ao arquivo permanente.
( ) A decisão de destinação final é irrevogável, de modo que o documento recolhido à guarda permanente não pode ser posteriormente eliminado.
( ) A coluna de observações da tabela de temporalidade registra orientações complementares, como a determinação de microfilmagem prévia à eliminação.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
- (A) F, V, F, V.
- (B) V, F, V, V.
- (C) V, V, F, F.
- (D) F, F, V, V.
- (E) V, V, V, F.
Questão 10 (Conhecimentos Específicos: Tabela de temporalidade, avaliação e destinação de documentos)
Quanto à microfilmagem, à digitalização e à estrutura da tabela de temporalidade, assinale a alternativa INCORRETA.
- (A) A microfilmagem e a digitalização são formas de alteração de suporte, e não formas de destinação documental.
- (B) A coluna de código da tabela de temporalidade corresponde à classificação do documento e organiza-se do geral para o específico.
- (C) A coluna de assunto descreve o documento segundo sua função, atividade ou tipo documental.
- (D) Os documentos de valor permanente devem ter o original preservado ainda que reproduzidos em microfilme ou em meio digital.
- (E) A digitalização do documento autoriza, por si só, a eliminação imediata do original, independentemente de previsão na tabela de temporalidade e de autorização da instituição arquivística pública.